Presença feminina em um ambiente predominantemente masculino, Diana se disse orgulhosa com o pioneirismo no clube: “As mulheres se sentirem representadas é uma coisa muito legal. Isso me deixa muito feliz”, garantiu ela, antes de ponderar: “Mas não diminui a responsabilidade, nem a dificuldade”.
O trabalho no clube, porém, não é novidade alguma para a futura vice. “A minha operação de dia a dia já existe há um tempo: não é assim, amanhã vou começar a frequentar mais o clube”, explicou. “Hoje em todas as segundas à tarde, faça chuva ou faça sol, estou no clube, porque tem reunião com os executivos e normalmente tem reunião da comissão de obras.”
E ainda que seu campo principal seja o das obras do Beira-Rio, a futura dirigente colorada assegurou que se precisar dar palpites no futebol, não hesitará: “Todas as considerações que eu entender que são importantes e podem contribuir com a gestão do futebol serão feitas, mas no lugar adequado e da forma adequada”.
Vice-presidência em cinco anos
Mas essa ascendência – a princípio – não tem maiores pretensões. Visivelmente surpresa com a vitória no pleito, Diana garantiu que seu foco está no trabalho e não em cargos: “Se um dia for presidente, vai ser algo natural, mas não vai ser logo”, afirmou ela, entre abraços e beijos de amigos e desconhecidos que a cumprimentaram ainda no Centro de Eventos.
Apesar do grande assédio logo após a eleição, a arquiteta prefere a discrição: “Pop star é o D'Alessandro, o Forlán”, disse, aos risos. A gente está aqui de soldado desta paixão.”