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"Está sendo muito difícil trabalhar e assimilar esse duro golpe", diz Lisca

Treinador do Inter acredita que tempo será essencial para "curar tudo"

Lisca (à direita) reconhece dificuldade de trabalhar após tragédia
Lisca (à direita) reconhece dificuldade de trabalhar após tragédia Foto : Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
O Inter voltou a treinar, nessa quarta-feira, após o acidente aéreo envolvendo o elenco da Chapecoense. No início das atividades, o grupo Colorado prestou uma homenagem às vítimas. O técnico Lisca declarou que está sendo muito difícil trabalhar normalmente após a tragédia, e acredita que o tempo será essencial para "curar a dor". 

"Está sendo muito difícil trabalhar e assimilar esse duro golpe. Nos colocamos no lugar dos familiares, sentimos muito com o ocorrido. A CBF acertou, acho muito difícil que a gente conseguisse trabalhar esse final de semana. Temos um período para trabalhar a cabeça de todos, o tempo vai curar tudo", disse.

Emocionado, o técnico do Inter se colocou no lugar dos familiares das vítimas. "Quero mostrar nosso apoio, principalmente porque a Chape é uma extensão do nosso futebol gaúcho. Muitos jogadores passaram pelo Rio Grande do Sul, funcionários e outras pessoas. Nós que trabalhamos com futebol, viagens e essa rotina toda, sentimos e sabemos da dificuldade que deve ser", destacou o comandante.

O treinador lembrou de amigos que estavam presente no voo e revelou conversas com famílias. "A vida tem que seguir. Já treinamos, fizemos aquilo que os jogadores da Chapecoense mais amavam: se preparar, treinar e competir. Mando um grande beijo para toda a comunidade de Chapecó, para todo mundo. Estamos aqui de peito aberto para o que der e vier. Tenho muitos amigos, já conversei com alguns familiares para confortá-los", finalizou Lisca.