COI acompanha de perto investigação sobre compra de votos nas Olimpíadas do Rio
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COI acompanha de perto investigação sobre compra de votos nas Olimpíadas do Rio

As autoridades brasileiras realizaram grande operação contra o chefe da candidatura do Rio

Por
AFP

Objetivo era garantir que a cidade carioca superasse as concorrentes Madri, Tóquio e Chicago

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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, garantiu nesta quinta-feira que acompanha de perto as denúncias sobre a suposta compra de votos para eleger o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. "Ainda não há acusações, é cedo demais. A gente vai acompanhar de perto", comentou brevemente Bach em sua chegada ao Peru, onde vai participar da 131ª sessão do COI em Lima.

Na última terça-feira, as autoridades brasileiras realizaram grande operação contra o chefe da candidatura do Rio, Carlos Nuzman, suspeito de ter organizado o esquema de compra de votos em 2009. O objetivo era garantir que a cidade carioca superasse as concorrentes Madri, Tóquio e Chicago. A polícia disse investigar "uma rede internacional de corrupção" que inclui "a compra de votos no marco da eleição do COI para definir a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 Bach chegou à capital peruana para liderar a 131ª sessão que vai eleger as duas cidades sedes dos Jogos Olímpicos de 2024 e 2028. "Acho que temos uma importante sessão do COI", indicou o alemão, recebido por autoridades peruanas.

Os 130 membros do COI vão escolher as duas cidades que vão organizar as Olimpíadas de 2024 e 2028, com votação única, informal levantando as mãos.  A pergunta que vai ser feita aos mais de 100 membros do COI vai ser a seguinte: "você aprova o acordo de três partes que COI, Paris e Los Angeles encontraram?". Desta forma, não haverá voto eletrônico secreto como de costume.

No dia 11 de julho, os membros do COI adotaram por unanimidade a atribuição simultânea das edições de 2024 e 2028 nas Olimpíadas. Dias depois, Los Angeles anunciou que desistia da candidatura de 2024 para focar em 2028, deixando o caminho aberto para Paris sediar a edição anterior.

Na sequência, as três partes assinaram acordo, que vai ser detalhado na quarta-feira, em Lima, antes das tradicionais apresentações das candidaturas e da votação.