Flávia Saraiva fica em sétimo lugar na final da trave

Flávia Saraiva fica em sétimo lugar na final da trave

Ginastas chinesas fazem ouro e prata, e Simone Biles leva bronze em seu retorno

Correio do Povo

Com um desequilíbrio no início da série, Flavinha ganhou nota 13.133

publicidade

Com um sétimo lugar na final da trave, Flávia Saraiva encerrou a participação do Brasil nas disputas da ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Tóquio, na manhã desta terça-feira. Ela teve uma nota de 13.133, muito em função de um desequilíbrio que sofreu logo no início da sua apresentação. A delegação brasileira da modalidade deixa o Japão, assim, com um ouro e uma prata (de Rebeca Andrade) e um total de oito finais. 

A prova da trave marcou o retorno de Simone Biles, após ter desistido de quatro finais em função de problemas de saúde mental. A estrela americana ganhou medalha de bronze, a sua sétima em Olimpíadas. O ouro e a prata foram para ginastas da China, Chenchen Guan e  Xijing Tang, respectivamente.

Segunda atleta a se apresentar, Xijing Tang ganhou nota 14.233 e passou a liderar o placar no momento. Em seguida, Biles fez uma boa série, porém com uma saída simplificada, certamente para evitar risco de desequilíbrio e lesão. Ela foi ovacionada, mas sua nota ficou em 14.000, o que lhe rendia a segunda colocação provisoriamente.

Campeã no individual geral, a americana Suni Lee entrou em ação logo depois de Biles. Com um desconto grande, levou 13.866, mesma nota da canadense Elsabeth Black, que havia sido a primeira a competir. No critério de desempate, Black ficou à frente. A japonesa Urara Ashikawa, que começou o dia como reserva, entrou e fez 13.733. A russa Vladislava Urazova teve problemas e ganhou apenas 12.733.

Flávia então se apresentou, sofrendo um desequilíbrio grande no início da série e precisando se apoiar na trave com a mão. Após um ciclo olímpico conturbado, ela ainda sofreu uma lesão no tornozelo na classificatória, e sua participação era uma dúvida. Ela conseguiu competir e ganhou a nota de 13.133, pegando o sexto lugar no momento.

Até que chegou a vez da chinesa Chenchen Guan, última a se apresentar. Ela havia se qualificado para a final com a melhor nota de todas as ginastas, e voltou a se destacar. Ganhou 14.633, subiu até o topo do ranking e garantiu a medalha de ouro, empurrando todas as concorrentes uma posição para baixo e garantindo uma dobradinha da China no pódio.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895