Santos empata com Juventude em jogo fraco e sem brilho
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Santos empata com Juventude em jogo fraco e sem brilho

Equipes ficaram no 0 a 0 na Vila Belmiro

AE

Santos empata com Juventude em jogo fraco e sem brilho

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Em jogo truncado e com pouca criação, o Santos empatou, neste sábado, com o Juventude por 0 a 0, na Vila Belmiro, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do embalo, com três vitórias seguidas até então, a sequência de vitórias do Santos foi interrompida por uma má atuação da equipe de Fernando Diniz, que não conseguiu bater a defesa praticamente impenetrável dos visitantes. 

No confronto histórico entre as duas equipes, no entanto, o Santos mantém o tabu para o Juventude, que nunca venceu a equipe paulista na Vila Belmiro. 

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O jogo 

O Santos até teve a posse de bola durante boa parte do primeiro tempo, porém, o estilo característico de Diniz, que, para dar certo, precisa de um time envolvente em termos de passes, viradas de jogo e com oportunidades efetivas, não deu liga no jogo deste sábado, que começou sob chuva. 

A forte marcação do Juventude, que impôs praticamente uma barreira humana com seus jogadores postados no campo de defesa, não deu chances ao Santos, que tentava penetrar, mas sem sucesso. 

O goleiro Marcelo Carné pouco teve que trabalhar. O time da Vila Belmiro errava passes básicos no meio de campo e não encontrava espaços para um último toque decisivo que poderia conferir a oportunidade para abrir o placar. 

O meia Jean Mota, que tem sido destaque da equipe nos últimos jogos, foi o autor de uma das poucas chances do Santos, em uma cabeçada, ainda nos primeiros minutos, que foi para o gol, mas de forma fraca e sem sustos para Carné. 

Apostando nos contra-ataques, com armação comandada principalmente pelo camisa 10 Wescley, o Juventude chegou ao ataque algumas vezes, mas também sem perigo. A partida, de forma geral, era fraca tecnicamente, com chutões, divididas e faltas sendo mais protagonistas do que qualquer jogador. 

Até que pouco antes do juiz apitar o fim do primeiro tempo, Kaio Jorge teve a grande chance do jogo até então. O atacante levou perigo ao desviar de cabeça, em dividida com Carné, que saiu mal e viu a bola passar rente à sua trave direita. 

Diniz, claramente irritado e tradicionalmente aos gritos à beira do gramado, resolveu no intervalo substituir o zagueiro Luiz Felipe pelo atacante Marcos Leonardo, de apenas 18 anos, para deixar o time mais ofensivo, colocando o volante Alison na linha dos zagueiros. 

Mesmo com a mudança tática, a dinâmica do jogo permaneceu idêntica à primeira etapa na volta do intervalo: o Santos com a bola no pé e o Juventude correndo atrás, mas muito em cima, com intensa marcação por zonas, encurralando os donos da casa. 

Com o jogo no vaivém de tentativas frustradas de lançamentos, passes errados e chutes sem direção ao gol, aos 32 minutos, em um raro desprendimento do Santos sobre o Juventude, Gabriel Pirani fez boa tabela e a bola sobrou em seu pé na entrada da área para chutar livre de marcação. Mas o arremate, mais uma vez, estampou um zagueiro adversário, indo para escanteio. 

Se no correr do jogo não fluía o esquema montado por Diniz, a bola parada poderia ser um alento para o Santos. Aos 36, um até então apagado Marinho fez o goleiro adversário, pela primeira vez em toda a partida, se esticar para acompanhar a bola, em cobrança de falta perigosa de longa distância. Sem mudança no comportamento de ambos os lados e com os jogadores cada vez mais cansados, a tônica do zero a zero continuou e a partida terminou como começou: sem brilho e totalmente apática. 


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