Nova técnica da Seleção Brasileira quer modernizar o futebol feminino
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Nova técnica da Seleção Brasileira quer modernizar o futebol feminino

Emily revelou que estuda bastante o futebol europeu e que pretende usar esquemas diferentes

Correio do Povo

Emily Lima quer trazer para a CBF os conhecimentos adquiridos com o estudo do futebol europeu

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A primeira treinadora da Seleção Brasileira feminina de futebol, Emily Lima, foi apresentada oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na manhã desta quinta-feira na sede da entidade no Rio de Janeiro. Com seis anos de experiência como profissional da área, a nova técnica prometeu levar para a equipe o que de mais moderno existe no futebol mundial.

“Venho com uma missão de fazer tudo diferente do que eu vivi durante 25 anos no futebol. Então, eu vou trazer o que tem de melhor e o mais moderno para a CBF. Claro que tenho que pensar muito bem o modelo de jogo que vou utilizar, porque no clube eu tenho algumas peças que eu precisava me adaptar. Aqui eu posso convocar as melhores atletas da atualidade”, revelou Emily.



Questionada se pretende mudar a forma da seleção quarta colocada nos Jogos Olímpicos do Rio, a treinadora garantiu que pretende seguir com a base construída por Vadão, mas pretende colocar o seu “molho” na equipe. “Vou procurar fazer um jogo bastante ofensivo. A princípio, a minha ideia é trabalhar sim nas duas linhas de quatro, para manter um padrão definido. Isso sem a posse de bola, com a bola vamos transformar em um 4-3-3. Então espero modernizar o máximo que eu consegui dentro das peças que nós convocarmos. Gosto muito do jogo de aproximação. Um jogo apoiado. Temos que nos atualizar. Estudo muito e busco muitas informações na Europa, que é o futebol mais moderno e vistoso que eu vejo hoje”, declarou a técnica.

Sobre a possibilidade de perder Marta, Formiga e Cristiane, Emily, que estão próximas de deixar o futebol, não escondeu a admiração por suas ex-companheiras e demostrou otimismo. “Ainda acredito que a Marta consiga ficar nesse ciclo de quatro anos, nesse ciclo olímpico, e a Cristiane também. Gostaria que a Formiga também, mas ela já estará com seus 42 anos e não sei. Mas eu ainda apostaria que daria para a gente trabalhar juntas nesse ciclo. Acredito nas meninas novas que estão vindo. Mas temos que ver essa renovação com cautela”, alertou Emily.

A profissional de 36 anos e com passagem, na época de jogadora, pelo Veranópolis, comentou sobre o desafio de ser a primeira a comandar a equipe principal do futebol feminino brasileiro. “Meu principal sonho era estar aqui. Acho que o primeiro sonho está sendo realizado. O segundo não é pessoal. É ver a modalidade ser reconhecida e valorizada no nosso país. Para mim, o meu maior sonho é ver a modalidade onde ela merece estar. Acho que a cultura do nosso país é machista, mas a gente está quebrando essa barreira. Vou valorizar muito o que o presidente está fazendo, de ter muita coragem de colocar uma mulher à frente da Seleção principal”, afirmou.

O primeiro desafio na nova treinadora será o Torneio Internacional de Manaus em dezembro. “Vai ser o meu maior desafio, por ser a primeira competição. Tenho que ter muita calma com toda a minha comissão técnica. Não ir com muita sede. É a competição mais importante, por ser a nossa primeira. Todos aqui dentro estão me dando apoio, me orientando. A gente sempre está aprendendo. Esse é meu objetivo aqui dentro”, completou Emily.

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