TAS anula exclusão do Milan da próxima Liga Europa

TAS anula exclusão do Milan da próxima Liga Europa

Clube italiano não respeitou o fair-play financeiro

AFP

Presidente do Milan, Marco Fassone, deixa o tribunal na Suíça

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 O Tribunal de Arbitragem do Esporte (TAS) anunciou nesta sexta-feira (20) a anulação da exclusão do AC Milan da próxima Liga Europa, mas confirmou que o clube não respeitou as regras do fair-play financeiro, convidando a UEFA a optar por uma sanção "proporcional".

O TAS "confirmou parcialmente o recurso apresentado pelo Milan", anulando a sanção pronunciada pela instância de controle financeiro dos clubes da UEFA (ICFC), mas concordou com a confederação europeia em afirmar que a entidade italiana não respeitou as regras do fair-play financeiro.

O TAS argumentou que "elementos importantes não haviam sido levados em conta" pela Uefa ou "não haviam sido levados em conta corretamente, particularmente o fato de que a saúde econômica do clube agora está melhor, devido à recente mudança de proprietário". Os representantes do clube italiano, com o diretor-geral Marco Fassone como chefe da delegação, viajaram na quinta-feira para Lausanne para apresentar seus argumentos.

Falta de pagamento gera mudança no comando 

No dia 11 de julho, o fundo de investimentos americano Elliott anunciou que assumiu o controle do Milan, no qual pretende investir 50 milhões de euros para estabilizar as finanças do clube de futebol italiano. O fundo assume o controle do AC Milan depois que o investidor chinês Li Yonghong não pagou pelo empréstimo de 32 milhões de euros, destinado à compra do clube, que venceu em 6 de julho. O novo proprietário afirmou ainda que pretende desenvolver um "modelo operacional duradouro que respeite as regras de fair play financeiro da Uefa".

Campeão de sete Ligas dos Campeões, e propriedade do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi por muitos anos, o Milan foi comprado por investidores chineses em abril de 2017 por 740 milhões de euros. Desde então, a Uefa se preocupava com a estabilidade econômica do consórcio, que gastou cerca de 200 milhões de euros na temporada passada para recrutar novos jogadores e que contraiu um empréstimo colossal do fundo de investimento Elliott.

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