Startup cria biossensores para diagnóstico rápido e portátil

Startup cria biossensores para diagnóstico rápido e portátil

Mercado do setor está estimado em US$ 36 bilhões até 2027

Correio do Povo

Dispositivo é capaz de converter uma resposta biológica em um sinal quantificável e processável

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A necessidade de diagnóstico rápido e portátil, associada a avanços tecnológicos, são impulsionadores do mercado de saúde e estímulo ao desenvolvimento de soluções. É nesse cenário que surge a Biosens, uma startup especializada em biossensores com origem vinculada a um grupo de pesquisa da Unisinos, denomindo Lab-On-a-Chip. Desenvolve dispositivos médicos analíticos avançados que possibilitam o diagnóstico de um determinado vírus ou de um elemento que pode marcar uma doença, de forma segura, rápida, acessível e de menor custo ao paciente. 

Conforme Priscila Lora, uma das sócias juntamente com Willyan Hasenkamp e Susana Kakuta, estes dispositivos convertem uma resposta biológica em um sinal quantificável e processável, sendo utilizados para detecção de metabólitos e/ou sinais biológicos, testes point-of-care, com uso de tecnologias de biologia celular, genética, microfabricação e MEMS (Sistemas Microeletromecânicos) aplicados à área da Saúde. Está em fase de industrialização e preparo do produto CHECKCare-60 - um dispositivo POC de determinação de tempo de coagulação sanguínea, que possibilita a diminuição do tempo resposta, a facilidade de uso com custo menor.  O mercado de biossensores está estimado em US$ 36 bilhões até 2027, com uma taxa de crescimento anual global de 9%. 

“A Biosens está sendo estruturada para suportar seu portfólio de desenvolvimento, com base a recursos captados de terceiros e dos sócios. Estamos em aproximação com fundos nacionais e internacionais para acelerar o processo de industrialização e go to market da empresa”, diz Priscila.

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A empresa: A Biosens é uma startup especializada em biossensores, com origem vinculada a um grupo de pesquisa da Unisinos, denominado Lab-On-a-Chip. Está em fase de industrialização e preparo do produto CHECKCare-60 - um dispositivo POC de determinação de tempo de coagulação sanguínea. Estes materiais possibilitam a diminuição do tempo resposta, a facilidade de uso com custo menor.

Mercado: O mercado de biossensores está estimado em US$ 36 bilhões até 2027, com uma taxa de crescimento anual global de 9%.

Produto/serviço: Os dispositivos médicos possibilitam o diagnóstico de um vírus ou elemento que pode marcar uma doença, de forma segura, rápida, acessível e de menor custo ao paciente. São utilizados para detecção de metabólitos e/ou sinais biológicos, testes point-of-care, com uso de tecnologias de biologia celular, genética, microfabricação e MEMS (Sistemas Microeletromecânicos) aplicados à área da Saúde.

Números: A pandemia acelerou a oportunidade para biossensores. Este produto está em fase de consolidação do processo produtivo e preparo para ir ao mercado, além de outros biossensores como é o caso do Dispositivo COVID com tecnologia Crisper, focado na identificação do vírus SARS-COV-2, causador da Covid-19.

Relação com universidades: O ecossistema TECNOSINOS – Unisinos de inovação tecnológica, no qual a empresa Biosens está incubada, tem como um dos seus focos o desenvolvimento de “tecnologias para a saúde”, usufruindo de infraestrutura de equipamentos de alta complexidade tecnológica e de recursos humanos. É um dos principais parques tecnológicos da América Latina.

Metas: Os resultados da empresa são medidos de duas formas: seu portfólio de desenvolvimento e seus produtos no mercado. A Biosens está construindo seu deck para captação de um recurso maior, pem aproximação com  fundos nacionais e internacionais -  para acelerar o processo de industrialização e go to market da empresa.

Sustentabilidade: O Brasil é um país totalmente dependente de produtos importados quando o tema são biossensores. O Dispositivo CHECKCare-60, assim como outros que estão em fase de desenvolvimento, são produtos inovadores e orientados para o mercado global, possuindo alto conteúdo tecnológico embarcado e valor agregado.