Associação Brasileira de Supermercados projeta alta de até 15% das vendas na Páscoa

Associação Brasileira de Supermercados projeta alta de até 15% das vendas na Páscoa

Setor teve crescimento de 12% no consumo em 2020

Sidney de Jesus

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Em coletiva para a imprensa de forma virtual,  a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentou, na manhã desta quinta-feira, a projeção de vendas da Páscoa para 2021. Segundo pesquisa da Abras com o setor supermercadista, haverá um crescimento de 10% a 15% nas vendas de produtos ligados à Páscoa, em relação ao ano passado. 

De acordo com o superintendente da Abras, Márcio Milan, as expectativas para a Páscoa de 2021 são positivas. Ele acredita que mesmo com impacto da pandemia, a comercialização de ovos de páscoa e outros derivados de chocolate deve ser melhor do que em 2020. “O ano passado toda a cadeia produtiva foi pega de surpresa com a Covid-19, e o período  da Páscoa ficou marcado pelo início das medidas de restrição na circulação de pessoas em função da crise”,  lembrou  Márcio Milan.  

Ele destacou, no entanto, que em 2021 a Páscoa está mais planejada e os consumidores e o varejo se adaptaram rapidamente a nova realidade. “A Páscoa é o segundo principal período de vendas dos supermercados, somente atrás do Natal. Muitas pessoas já estão programando as compras porque precisam cumprir os protocolos de prevenção ao coronavírus e manter o distanciamento. Não haverá aquele comportamento de deixar para a última hora, porque não sabemos se haverá medidas ainda mais restritivas", analisou o superintendente da Abras. 

O estudo da Abras constatou também um acréscimo nos preços de produtos típicos de Páscoa, como ovos de chocolate, bacalhau, bebidas, azeites, entre outros em comparação ao ano passado. Os maiores reajustes foram nos ovos de Páscoa (8%), peixes (13%), bacalhau (12,1%), azeite (13,9%), vinhos nacionais (15,3%) e cervejas (12,9%).

Durante a coletiva, a Associação Brasileira de Supermercados  divulgou ainda que o Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Abras apontou que o setor supermercadista teve crescimento de 12% no consumo em janeiro de  2021,  em comparação com o mesmo período de 2020.  Segundo o superintendente da Abras, Márcio Milan, o auxílio emergencial teve papel fundamental nos números do setor. “Grande parte do auxilio emergencial foi para consumo e mais de 85% do consumo nos lares passam pelos supermercados", afirmou Milan. 

Os indicadores da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos mais vendidos nos supermercados, no valor de R$ 636,40, incluindo alimentos, cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica, registraram alta de 0,22% no mês de janeiro em todas as regiões brasileiras.  

Na coletiva, o superintendente da Abras, Márcio Milan lembrou, ainda, que em  2020 as vendas dos supermercados tiveram crescimento real de 9,36% em relação a 2019, e que em 2021 a expectativa é de que o avanço seja de 4,5%. “Consideramos a adoção de um novo pacote emergencial de estímulo fiscal pelo governo federal”, enfatizou. 


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