BRDE aborda energias renováveis e impacto ao desenvolvimento regional e nacional

BRDE aborda energias renováveis e impacto ao desenvolvimento regional e nacional

Tema esteve presente no primeiro dia no seminário "Energias Renováveis e Desenvolvimento"

Eduardo Andrejew

O painel “Políticas Públicas e Energia” inaugurou a programação do event

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) iniciou nesta segunda-feira o seminário Energias Renováveis e Desenvolvimento. A proposta do evento, que conta com a participação do Ministério de Minas e Energia, além de representantes dos governos dos três estados do sul do Brasil, é discutir formas de promover a geração de energia por meio de fontes renováveis. Também entram na pauta as alternativas em termos de financiamento e o quanto a demanda de diferentes setores produtivos trazem de impacto ao desenvolvimento regional e nacional. O seminário, que segue até quarta-feira, é realizado em transmissão aberta pelo canal do Youtube do BRDE.

O painel “Políticas Públicas e Energia” inaugurou a programação do evento. A abertura, ficou a cargo de Marisete Fátima Dadald Pereira, secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia (MME). Ela destacou que o Brasil vem trabalhando para atingir a neutralidade climática. Como exemplo, citou o crescimento da participação da energia eólica, que agora ocupa 10% da matriz energética brasileira. “Isso tem contribuído nesse enfrentamento de escassez hídrica”, disse. A fonte solar, segundo ela, ocupa 2%, mas cresceu mais de 60% nos últimos de 12 meses. Marisete Pereira garantiu que a questão da sustentabilidade ambiental está entre as prioridades do Ministério.

O primeiro palestrante André Luiz Osório, diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos do MME. “O mundo passa por um acelerado processo de transição energética”, disse. Seu foco foi detalhar a agenda positiva do governo nesta transição. Segundo Osório, o Brasil está muito bem posicionado no que se refere a soluções tecnológicas e de fontes disponíveis – reservas do pré-sal, reservas de urano, disponibilidade para energia eólica, bioenergia, excelente irradiação para energia solar e, é claro, o sistema de usinas hidrelétricas. Ele observou que, com todo este patrimônio, o país ainda tem a possibilidade explorar soluções híbridas, que não se amparam em apenas um modelo. No cenário atual, Osório lembrou que a geração por usinas hidrelétricas ocupa 63,8% da matriz energética. E salientou que o sistema já atingiu 84,8% de renovabilidade no ano passado. Também falou da complementariedade do sistema graças aos modelos eólico, solar e à base de biomassa. A demanda de energia, segundo ele deve aumentar cerca de 27 GW nos próximos 10 anos. Por isso é crucial investir no sistema elétrico. Os investimentos previstos pelo Plano Decenal de Expansão de Energia para até 2030 serão na ordem de R$ 2,6 trilhões de reais.

Eberson José Thimmig Silveira, diretor do Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS (Sema) apresentou as principais ações que o Estado vem fazendo para o tema das energias renováveis. Silveira destacou o grande o potencial já existente para investir em inovações, graças à presença de universidades, parques tecnológicos, ótima infraestrutura, nível de industrialização, entre outros. Ele revelou que o Estado já promove ações como os mapeamentos de fontes de energias renováveis no Rio Grande do Sul, o desenvolvimento de uma política estadual para o uso do biometano, a gestão do Comitê de Planejamento Energético do Estado e linhas de financiamento (BRDE, Badesul e Banrisul). Resoluções (ver na foto). Além disso, há isenção de ICMS na produção de energia elétrica realizada no ambiente da geração distribuída e implantação de iniciativas como o Programa Energia Forte no Campo. Segundo Silveira, a participação de fontes de energia renovável cresceu de 24,6% para 33,9% na oferta interna do Estado entre 1999 e 2019. Ele revelou ainda que o Estado tem mais de 50 projetos em 29 municípios para energia eólica.

Márcio Nunes, secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Governo do Estado do Paraná, por sua vez, citou iniciativas para promover crescimento, geração de emprego e renda, sem descuidar do meio ambiente. Ele falou da criação do programa Paraná Energia Sustentável, voltado à geração de energia limpa e renovável. Também abordou iniciativas para facilitar a implementação de empreendimentos de caráter sustentável. “Conseguimos licenciar R$ 85 bilhões de novos empreendimentos”, exemplificou.

A última explanação ficou com Leonardo Schorcht Bracony Porto Ferreira, secretário Executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina. Ele destacou que seu Estado já trabalha no desenvolvimento de

427 empreendimentos voltados a energia elétrica. Entre várias iniciativas, destacou o investimento em bioenergia. Santa Catarina, revela, já tem uma Política Estadual do Biogás desde 2018. Além disso, a distribuição de gás natural que está atende atualmente 64 municípios. Outra preocupação do estado catarinense é uma transição energética do modelo baseado no carvão mineral para tecnologias renováveis. Um projeto de lei neste sentido já tramita na Assembleia Legislativa do Estado.

Programação de terça-feira

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) vai integrar um painel organizado para esta terça-feira, dia 17, com a participação de Ana Raquel Paiva Martins, gerente da Área de Energia do BNDES. Em seguida, Claudia Prates, diretora-geral da American Regional Office, vai apresentar o painel Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Joana Sarmento, da Operations in Global Partners Countries, vai abordar Banco Europeu de Investimento (BEI). A Agência Francesa de desenvolvimento (AFD), será o tema tradao pelo seu diretor regional, Philippe Orliange.

A abertura será feita pelo vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski. O encerramento fica por conta de Luiz Carlos Borges da Silveira, Diretor administrativo do BRDE.

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