Censo deve divulgar dados parciais em 28 de dezembro

Censo deve divulgar dados parciais em 28 de dezembro

Em 93 dias, a equipe de campo computou 136.022.192 de pessoas no Brasil, 66% da população estimada

AE

“O trabalho do Censo é fundamental pra gente pensar qualquer tipo de política pública”, afirma Mária Bruna

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A falta de recenseadores continua atrasando a coleta de informações para o Censo Demográfico 2022, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 93 dias, a equipe de campo computou 136.022.192 de pessoas no País, 66% da população estimada. A cobertura está "bem abaixo" do esperado, disse o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. Em período semelhante no censo de 2010, a coleta estava em 98,7% da população.

Com a lentidão, o trabalho de campo vai se estender até meados de dezembro, segundo Azeredo. Pelo planejamento original, a coleta deveria ter sido concluída em outubro. Apesar do adiamento, Azeredo garantiu que os primeiros resultados serão divulgados em 28 de dezembro. Essa meta foi definida com o Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o diretor, o IBGE apresentará ao órgão apenas os dados preliminares do total populacional por município. A informação é essencial para atualizar a divisão dos valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por meio do qual o governo federal distribui recursos para as prefeituras.

Segundo Azeredo, o principal motivo para o atraso é a falta de recenseadores, problema que o IBGE tem relatado desde o início do processo. O órgão abriu 183 mil vagas, porém no fim de outubro havia 105,8 mil contratados, dos quais apenas 90,5 mil estavam efetivamente trabalhando.

Conforme o diretor do IBGE, o mercado de trabalho aquecido em determinadas localidades, principalmente nas áreas de influência do agronegócio, tem atraído poucos interessados em trabalhar como recenseador. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo foram citados entre os Estados mais atrasados. Os recenseadores relataram também atrasos nos pagamentos. Azeredo reconheceu que houve um "problema de sistema no pagamento" no início do trabalho, mas que a situação estaria regularizada.


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