Contas externas têm saldo positivo de 32 milhões de dólares em setembro
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Contas externas têm saldo positivo de 32 milhões de dólares em setembro

No acumulado do ano, o resultado foi negativo e chegou a 7,435 bilhões de dólares

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Agência Brasil

Resultado do mês passado foi distante do saldo positivo registrado em setembro de 2017, de 423 milhões de dólares

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As contas externas brasileiras apresentaram resultado positivo em setembro. O superávit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, chegou a 32 milhões de dólares, conforme divulgação do Banco Central nesta quinta-feira. O resultado do mês passado foi distante do saldo positivo registrado em setembro de 2017, de 423 milhões de dólares. No acumulado do ano, o resultado foi negativo e chegou a 7,435 bilhões de dólares, contra 2,745 bilhões de déficit em igual período de 2017.

De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Renato Baldini, o principal fator para o superávit em transações corrente foi o saldo comercial positivo. "Houve aumento nas exportações de milho, o destaque na balança comercial", afirmou. No mês passado, o superávit comercial (exportações de bens maiores que importações) chegou a 4,563 bilhões de dólares, pouco abaixo do saldo registrado em setembro de 2017 (4,921 bilhões de sólares). No acumulado do ano, o superávit comercial chegou a 41,001 bilhões de dólares, ante 51,227 bilhões em igual período de 2017.

A conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em 2,434 bilhões de dólares no mês, e em 25,459 bilhões de janeiro a setembro. A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de 144 milhões de dólares no mês e de 1,836 bilhão nos nove meses do ano.

A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) teve saldo negativo de 2,241 bilhões de dólares em setembro, e de 24,814 bilhões nos nove meses do ano. Investimentos Em setembro, como houve superávit, as contas externas não precisaram ser cobertas pelo investimento direto no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, pois os recursos são aplicados no setor produtivo.

Em setembro, esses investimentos chegaram a 7,829 bilhões de dólares e nos nove meses do ano ficaram em 52,2 bilhões. Segundo Baldini, o fluxo de investimento tem sido bastante regular no país, com poucas oscilações. "Apesar de alguma incerteza em relação às eleições, os investimentos se mantiveram em uma mesma trajetória de crescimento. Assim tem sido não só esse ano, mas nos últimos anos", disse.

Desde maio, há uma sequência de aumento dos investimentos diretos no país, que hoje representam 3,68% do Produto Interno Bruto (a soma de bens e serviços produzidos no país). Para outubro, a previsão é que o IDP fique em 8,5 bilhões de dólares. Neste mês, até o dia 23, o ingresso chegou a 6,9 bilhões, de acordo com os dados preliminares.

Revisão de agosto

O Banco Central também revisou o resultado das contas externas de agosto. No mês passado havia sido anunciado um registrado déficit de 717 milhões de dólares, mas, segundo Baldini, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revisou os dados de exportação. Com isso, as estatísticas foram recalculadas e o que era um déficit de 717 milhões de dólares, virou um superávit de 717 milhões de dólares.