Fim de semana que antecede Natal enche comércio de rua da Capital

Fim de semana que antecede Natal enche comércio de rua da Capital

Consumidores também tentam driblar alta nos custos da ceia natalina

Correio do Povo

Rua dos Andradas, no centro da Capital, tem movimento acentuado durante todo o sábado

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O corre-corre das compras para o Natal encheu, na manhã deste sábado, as zonas comerciais e os supermercados de Porto Alegre. No Centro, a rua dos Andradas lotou-se de gente em busca de presentes e também de ingredientes para a ceira natalina. Com a ausência da fiscalização municipal, os camelôs ocuparam trechos da Rua da Praia, disputando os consumidores com os lojistas.

O Mercado Público foi bem procurado pelo público, sendo vendido até bacalhau como prato natalino. Um número maior de policiais militares do 9º BPM podia ser visto nas ruas da área central da cidade com o objetivo de garantir a segurança. 

Na Esquina Democrática, a movimentação ficava evidente. Muitos passavam apressados e não atendiam às abordagens da reportagem. No entanto, outros paravam para comentar como estavam driblando a crise econômica do país, parcelando os pagamentos. Pedro Paulo dos Santos Neto, 23 anos, admitiu que “deu uma reduzida” no valor dos gastos nesta época de fim de ano. “Subiu muito os preços”, constatou.

Como alternativa, ele contou que diminuiu o número de contemplados com presentes. “Só os mais íntimos: pai, mãe, irmãos e namorada. Comprei mais roupas por que está em conta e tem que parcelar”, explicou, lembrando que programou-se para não ficar endividado. A ceia natalina na família também foi adaptada. “Uma ave mais barata e todo mundo ajudando”, resumiu.

Vindas de Viamão, Ketty Nascimento Rodrigues, 33 anos, e a amiga Gicelle Correa dos Santos, 27 anos, sabiam o que gastariam em compras no Centro de Porto Alegre. Elas pretendiam garantir os presentes dos filhos. “Este ano está difícil”, avaliou Ketty, que tem quatro filhos. Em relação à ceia natalina, elas entendem que é preciso manter o mesmo patamar na mesa pois é o momento em que as famílias estão reunidas. “Todo mundo traz um pouco”, assegurou. “Todo munda ajuda”, reforçou a amiga Gicelle, que tem dois filhos.

Carine Silva, 21 anos, optou por tentar manter o mesmo nível de presentes para os pais e o filho, mas desta vez procurando produtos mais em conta para o bolso. “Estou pesquisando nas lojas”, revelou, observando que prefere pagar à vista para não ficar endividada. A ceia natalina também está mantida. “Tem que comemorar com a família” justificou.

Residente em Viamão, Michele Bento, 41 anos, costuma comprar no Centro da Capital por que “tem mais lojas e ofertas”. As três filhas dela vão ganhar presentes que escolheu “mais em conta”. Na ceia natalina, a ideia dela é a de que a mesa seja “mais sóbria” diante do atual momento do país. “Menor quantidade e menos convidado”, sintetizou sobre a fórmula encontrada para driblar a crise econômica.


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