Inflação acelera e registra a maior alta para maio desde 1996, diz IBGE

Inflação acelera e registra a maior alta para maio desde 1996, diz IBGE

IPCA registrou variação de 0,83% no quinto mês do ano

Correio do Povo

Energia elétrica influenciou alta da inflação no mês de maio, segundo o IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,83% em maio, segundo dados divulgados na manhã desta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da inflação oficial do Brasil, pressionado pela energia elétrica, foi o maior para o mês desde 1996, quando o índice foi de 1,22%. 

De acordo com o IBGE, o acumulado no ano foi de 3,22%, e o dos últimos 12 meses, 8,06%, acima dos 6,76% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2020, a taxa havia sido -0,38%. 

A cidade de Porto Alegre teve a quarta maior variação em maio, com índice 1,04%, perdendo apenas para Salvador (1,12%), São Luís (1,10%) e Fortaleza (1,10%). No acumulado do ano, a inflação na Capital foi de 3,32% e nos 12 meses foi de 8,20%. 

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O levantamento do IBGE mostrou que os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em maio. O maior impacto (0,28 p.p.) e a maior variação (1,78%) vieram da Habitação, que acelerou em relação a abril (0,22%). A segunda maior contribuição (0,24 p.p.) veio dos Transportes, cujos preços subiram 1,15% em maio, após o recuarem 0,08% em abril.

Na sequência, vieram Saúde e Cuidados Pessoais (0,76%) e Alimentação e bebidas (0,44%), com impactos de 0,10 p.p. e 0,09 p.p., respectivamente. Já a segunda maior variação no mês foi de Artigos de residência (1,25%). Os demais grupos variaram entre 0,06% (Educação) e 0,92% (Vestuário).

Conforme o IBGE, a alta do grupo Habitação (1,78%) ocorreu principalmente por causa da energia elétrica (5,37%), serviço que teve o maior impacto individual no índice do mês (0,23 p.p.).


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