Maioria é contra a reforma da previdência por falha na comunicação

Maioria é contra a reforma da previdência por falha na comunicação

Pesquisa da RealTime Big Data mostrou que apenas 36% aprovam o pacote

Correio do Povo

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Apontada por economistas e empresários como um ponto primordial de ajuste para o equilíbrio das contas do governo federal, a Reforma da Previdência não tem obtido apoio da população e, segundo especialistas, a culpa é da comunicação ruim do governo sobre o tema.

Pesquisa exclusiva encomendada pela Record TV e realizada pela RealTime Big Data mostra que apenas 36% dos entrevistados aprovam a reforma, frente a 52% que desaprovam e 12% que afirmam que não sabem ou não responderam sobre o tema. 

O professor de Comunicação Política da Universidade Mackenzie, Roberto Gondo, afirmou em entrevista ao R7 que o índice baixo de aceitação está diretamente vinculado à forma como o governo tem comunicado à população sobre sua importância. No ínicio do mês de março, o governo federal iniciou uma campanha publicitária em que trata a Reforma da Previdência como “Nova Previdência”, mas a ação tem sido apontada como ineficiente por não falar diretamente com a população.

“O ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa sair de seu bunker e ir a público falar numa linguagem popular e simples para o povo compreender a necessidade da aprovação da Previdência, e Bolsonaro também deve ir a público para convencer a população, de forma simples, que se a Reforma não for aprovada em breve não haverá dinheiro para pagar os aposentados atuais”, diz. 

O governo espera que até o fim do ano a proposta seja aprovada, já que ainda deve passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados e ainda seguir por uma comissão especial, antes de passar para votação no plenário da casa e, em seguida, ser apreciada pelo Senado, onde também deve ser submetida à comissão e votação em plenário.

O Ministério da Economia calcula que, se for aprovada como foi apresentada, a reforma da Previdência deve gerar uma economia de R$ 1,165 trilhão em 10 anos, e as mudanças para os militares devem fazer o governo poupar outros R$ 10 bilhões.


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