Prévia da inflação de maio desacelera sob influência da energia elétrica

Prévia da inflação de maio desacelera sob influência da energia elétrica

IPCA-15 de 0,60% caiu de forma intensa na comparação com abril, aponta IBGE

AE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em maio, de 0,60%, desacelerou de forma intensa na comparação com abril (1,07%) sob influência dos preços da energia elétrica, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As contas de energia, que têm peso de 3,88% nas despesas das famílias, tiveram alta de 13,02% no mês passado, enquanto em maio a variação foi de 1,41%. Com isso, o índice do grupo habitação recuou de 3,66% para 0,85%.

A forte elevação em abril refletiu reajustes que passaram a vigorar em 02 de março, tanto na bandeira tarifária vigente (vermelha) - que aumentou 83,33% - quanto nas tarifas, com a ocorrência de reajustes extraordinários.

Saúde e Cuidados Pessoais tem maior alta do IPCA-15 de maio

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou a maior variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em maio, com alta de 1,79%, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O impacto no índice foi de 0,19 ponto porcentual.

A forte elevação ocorreu como consequência do aumento do custo dos produtos farmacêuticos, cujos preços subiram, em média, 3,71% diante do reajuste vigente desde 31 de março. O item liderou a relação dos principais impactos individuais, sendo responsável por 0,12 ponto porcentual do IPCA-15 de maio.

Considerando os grupos, a maior influência da alta para a inflação veio de alimentos e bebidas, que tiveram aumento de 1,05% e impacto de 0,26 ponto porcentual. Entre os destaques, estão os aumentos nos preços do tomate (19,79%) cebola (18,83%), cenoura (10,45%), leite (2,64%), pão francês (2,23%), óleo de soja (2,17%), carnes (1,40%), frango em pedaços(1,30%).

Na região metropolitana de Fortaleza houve o maior aumento para esse grupo (1,71%), enquanto a mais baixa variação foi verificada em Salvador (0,33%). O IBGE destacou ainda que a maioria dos grupos mostrou desaceleração na taxa de crescimento de abril para maio - em seis dos nove grupos.

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