Servidores do Banco Central mantém paralisação para fevereiro

Servidores do Banco Central mantém paralisação para fevereiro

Sem definição sobre reajuste, servidores prometem cruzar os braços. Se não houver acordo farão greve a partir de março

R7

Servidores do Bacen pedem recomposição salarial

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A sanção do Orçamento de 2022 não encerrou a pressão dos servidores federais por recomposição salarial. Apesar do texto orçamentário não definir quais categorias serão contempladas, há a reserva de R$ 1,7 bilhão para reajuste de servidores.

Ainda no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro manifestou o desejo de conceder reajuste para servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional, um aceno a sua base de apoio. A promessa, no entanto, gerou mobilização de outras categorias que estão sem reajuste há três anos e pedem recomposição das perdas pela inflação de mais de 20% nos contracheques, como servidores do Banco Central e auditores da Receita Federal. 

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Apesar de o valor de R$ 1,7 bi não ser suficiente para recomposição salarial de todas as categorias, o presidente do Sindicato dos Servidores do Banco Central, Fábio Faiad, acredita que há recursos para uma recomposição: "Não só foi aprovado R$ 1,7 bi, como também o presidente vetou R$ 3,1 bi dos ministérios, então há espaço pra algum rearranjo e a gente vai atrás disso".

Como as negociações ainda não avançaram, os servidores mantém a paralisação prevista para o dia 9 de fevereiro, e podem ainda fazer greve a partir de março: "Se não tiver nada pra nós e só para policiais federais, faremos greve por tempo indeterminado a partir de março". 


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