Economia

Taxa de desemprego segue maior para negros da Região Metropolitana de Porto Alegre

Já para os não negros o índice apresentou uma redução

Taxa de desemprego das mulheres mostrou uma redução de 7,1% para 6,2%
Taxa de desemprego das mulheres mostrou uma redução de 7,1% para 6,2% Foto : Bruna Cabrera / Especial / CP
A taxa de desemprego segue maior na região Metropolitana de Porto Alegre para os negros. O índice total para os negros passou de 8,7% em 2013 para 8,5% em 2014. Já para os não negros o índice apresentou uma redução de 6% para 5,5% no mesmo período. A constatação faz parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA) sobre a inserção dos negros no mercado de trabalho. A divulgação do estudo foi feita testa terça-feira pelo diretor técnicos da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas), Pedro Francisco da Silva Filho. A publicação “Especial Negros” faz parte das atividades do Dia da Consciência Negra.

Em 2013, a taxa de desemprego da mulher negra era de 9,8%, e apresentou uma leve diminuição de 9,2% em 2014. Já a do homem negro no mesmo período que era de 7,6% apresentou uma elevação passando para 7,9%. Entre os não negros, a taxa de desemprego das mulheres mostrou uma redução de 7,1% para 6,2% e a dos homens, manteve-se estável passando de 5,1% para 5%.

Mesmo com a elevação dos rendimentos, os negros ainda recebem menos que os não negros. O salário médio dos ocupados negros aumentou de R$ 1.473,00 em 2013 para R$ 1.514,00 em 2014. Enquanto que para os não negros, manteve relativa estabilidade passando de R$ 2.098,00 para R$ 2.095,00.

A População Economicamente Ativa (PEA) negra, na RMPA, aumentou em 16 mil pessoas em 2014, enquanto a não negra teve uma redução de 67 mil indivíduos. Assim, a retração da força de trabalho total, em 2014, ocorreu exclusivamente devido à saída de não negros do mercado de trabalho.

O estudo mostra ainda que a taxa de participação no mercado de trabalho da população negra apresentou redução de 55,8% em 2013 para 53,9% em 2014. Para a população não negra, ocorreu comportamento semelhante à taxa de participação que passou de 56,6% para 54,4% no mesmo período.

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