A Polícia Civil confirmou que o ônibus da Unesul que tombou na ERS 030 e causou na morte de seis pessoas nessa terça-feira passou por Glorinha com pelo menos meia hora de atraso. Conforme a investigação, o trajeto previa a chegada a Santo Antônio da Patrulha para as 14h, quando ocorreu o acidente. A informação é do o chefe de investigações da Delegacia de Polícia de Gravataí, Jair Gonçalves, que trabalha no inquérito conduzido pelo delegado Ânderson Spier. O coletivo saiu da pista 29 quilômetros antes de Santo Antônio.
Uma das causas do atraso pode ser o sobe e desce de passageiros, já que a linha é do tipo pinga-pinga. Esse pode ter sido um dos fatores que levou o motorista Jeferson Padilha da Silva, de 39 anos, a trafegar acima da velocidade. A primeira avaliação no tacógrafo apontou que o ônibus estava entre 115 km/h e 120 km/h no momento do acidente. A velocidade máxima permitida no local é de 60 km/h. Pela tabela horária, o ônibus deixou Porto Alegre às 12h para rumar até Tramandaí, no Litoral Norte.
O motorista havia sido contratado há apenas um mês pela Unesul, mas relatou que tinha experiência em condução de ônibus intermunicipais desde 1997. Ele prestou depoimento à polícia e foi liberado depois de o teste do bafômetro apresentar resultado negativo.
Após as primeiras análises do ônibus, a Polícia Civil estima que o motorista seja indiciado por homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de matar.
Ônibus que tombou na ERS 030 passou por Glorinha com meia hora de atraso
Motorista deve ser indiciado por homicídio com dolo eventual