Academias do Rio Grande do Sul ainda não se recuperaram da crise provocada pela pandemia

Academias do Rio Grande do Sul ainda não se recuperaram da crise provocada pela pandemia

Segundo a Associação das Academias Gaúchas Unidas, pelo menos 30% das empresas do ramo decidiram encerrar as atividades

Cláudio Isaías

Crise gerada pela pandemia resulto no fechamento de, pelo menos, 30% das academias do Rio Grande do Sul, segundo a AAGU

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As academias do Rio Grande do Sul ainda não conseguiram se recuperar dos efeitos da pandemia da Covid-19, segundo o presidente da Associação das Academias Gaúchas Unidas (AAGU), Gabriel Santos. Ele afirma que o setor somente vai conseguir sair da crise econômica imposta pela doença no final de 2021.

Segundo Santos, das 3.758 academias existentes no Estado, pelo menos 30% decidiram encerrar as atividades. "Os clientes sumiram e as academias em Porto Alegre, na região Metropolitana e no interior do Estado amargaram um prejuízo nunca visto antes", explicou.

Proprietário da academia Moinhos Fitness Aparício Borges, na zona Leste da Capital, o presidente da AAGU ressaltou que antes da pandemia do novo coronavírus tinha 987 alunos. A partir de março, em função da Covid-19, o número reduziu para 403.

Antes da pandemia, ele tinha uma receita financeira que chegava próximo dos R$ 100 mil e agora em função da crise apresentou uma queda significativa chegando a R$ 36 mil. "O fato é que, em função da Covid-19, perdemos muitos alunos", lamentou. 

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Mesmo com a flexibilização anunciada pela prefeitura de Porto Alegre que permitiu a retomada das atividades, o presidente da AAGU destacou que os associados estão fazendo de tudo para pagar as contas. "Muitos alunos cancelaram as matrículas em razão da doença, o que contribuiu para aumentar a crise econômica das academias", acrescentou.

Ele lamenta que o governo federal não tenha oferecido linhas de financiamento para que os estabelecimentos pudessem se reerguer. "Nenhum dos associados conseguiu uma linha de crédito que poderia ajudar a gente a sair dessa crise da Covid-19 ", lamentou.

A AAGU nasceu da união entre professores de Educação Física e proprietários de academias da Região Metropolitana de Porto Alegre e do interior do Estado com o objetivo de que a atividade física seja reconhecida como serviço essencial no Rio Grande do Sul. Outra proposta do trabalho da entidade é apoiar as academias para um bom desenvolvimento em suas atividades administrativas com redução de custo de até 30%.

Um levantamento da AAGU feito em junho deste ano mostrou que 827 academias fecharam no Rio Grande do Sul por conta dos prejuízos decorrentes da pandemia do coronavírus. Conforme Santos, os associados reclamaram da falta de diálogo com os gestores público a respeito do fechamento dos estabelecimentos.

As academias contavam, até a chegada da pandemia, com uma média de 500 mil alunos em todo o Rio Grande do Sul. Na academia Moinhos Fitness Aparício Borges, que funciona de segunda sexta-feira das 6h às 23h, e no sábado, das 9h às 18h, estão sendo seguidas todas as regras dos protocolos de segurança determinados pela secretaria da Saúde.

Os alunos, segundo Santos, utilizam máscara, a sua própria toalha e sua garrafa de água durante os treinos. Além disso, eles recebem um pano que é utilizado na higienização do equipamento usado na atividade física.


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