A advogada Daiana Soraia da Silva garante que o motorista da Ecosport que colidiu contra uma moto Honda Biz na manhã de 25 de dezembro em Capão da Canoa ocasionando a morte de Manoela Teixeira, de 19 anos, não era o único em situação irregular no momento do acidente. Ela afirma que a condutora da motocicleta não tinha habilitação e nem era a proprietária do veículo. “A defesa está tentando trazer para a mídia a realidade das informações. A menina não tinha habilitação e o veículo não estava no nome dela. Ambos estavam em desacordo: o motorista porque bebeu e ela por não ter capacidade para dirigir”, afirma.
Daiana comentou que seu cliente está em estado emocional muito abalado, assim como a mãe dele. “Ele me relatou que seu carro teve um estouro do pneu no lado esquerdo e ele precisou trocar de pista para não bater no veículo que ia a sua frente. Foi uma fatalidade”, disse.
O depoimento dos policiais militares, segundo a advogada, relata que eles não possuíam equipamento para averiguar se o motorista estava embriagado. “Os PMs não tinham etilômetros. Nós temos vídeos que mostram a preocupação do meu cliente em ajudar, procurando apagar o incêndio da motocicleta com seu extintor. Ele também não tentou fugir do local, como falaram pelas redes sociais”, afirmou Daiana. Outro ponto da defesa da advogada é que a velocidade do Ecosport não era superior a 60 km/h. “A avenida Paraguassu é muito movimentada e não permite que carros trafeguem a 100 km/h como foi dito”, argumentou.
Sobre a prisão preventiva, Daiana explicou que a juíza Lizandra dos Passos agiu de forma correta. “A juíza é substituta na comarca. Chegou não faz 30 dias e nem conhece a comunidade. Ela não homologou o flagrante porque ele estava inapto. No sábado, ela acatou o flagrante, mas não a prisão preventiva. Ele não representa riscos ao processo criminal.”
Advogada alega que motociclista que morreu em Capão não tinha CNH
Defesa do motorista afirmou que motorista ajudou vítima após o acidente