Ambulantes desafiam fiscalização e seguem marcando presença no Centro de Porto Alegre

Ambulantes desafiam fiscalização e seguem marcando presença no Centro de Porto Alegre

Além de comercializarem produtos, eles também geram aglomerações em ruas de intenso movimento

Cláudio Isaías

Mesmo com a intensificação da fiscalização para coibir o comércio clandestino, é intensa a presença de ambulantes no Centro Histórico

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Mesmo com a intensificação da fiscalização da prefeitura para coibir o comércio clandestino, ainda é intensa a presença de ambulantes no Centro Histórico de Porto Alegre. Na manhã desta terça-feira, a partir das 9h, os camelôs começaram a se concentrar na rua dos Andradas, no trecho compreendido entre a rua General Câmara até quase a rua Marechal Floriano Peixoto.

Na região, é possível encontrar os ambulantes comercializando brinquedos, roupas, máscaras para proteção contra a Covid-19, produtos eletrônicos e acessórios para telefones celulares e computadores. Na Andradas, os camelôs insistem em desrespeitar as regras de distanciamento social. Eles colocam seus produtos expostos na frente das lojas, no trecho entre a rua Uruguai e a Esquina Democrática.

Os ambulantes também estavam concentrados nas avenidas Borges de Medeiros e nas imediações da Estação Rodoviária de Porto Alegre, próximo da entrada da estação da Trensurb. Na rua dos Andradas, mesmo com a fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), que tem o objetivo de evitar aglomerações, os ambulantes marcam presença com a exposição dos seus produtos.

A rua Voluntários da Pátria é um dos locais que chama a atenção pela aglomeração de pessoas, principalmente, entre a Praça Parobé, ao lado Mercado Público, até a rua Doutor Flores. Neste trecho, os vendedores ambulantes dominam a via oferecendo todo o tipo de produtos. Mesma situação ocorre no Largo Glênio Peres, onde os camelôs vendem frutas e verduras. Outro ponto de aglomeração é nas proximidades do Centro Popular de Compras, o POP Center, onde ambulantes e consumidores dividem o mesmo espaço.

A secretaria informou que a Operação Papai Noel, que começou no dia 20 de novembro e segue até dia 31 de dezembro, tem objetivo de reunir esforços para coibir o comércio ambulante irregular. A fiscalização da SMDE é permanente e já apreendeu em torno de 125 mil itens em 2020. Desde 2017, foram mais de 500 mil produtos recolhidos.

No dia 17 dezembro, mais de 60 mil itens sem procedência foram apreendidos pela Operação Papai Noel em quatro depósitos no Centro Histórico. Entre os produtos recolhidos estavam mochilas, roupas, carregadores de telefone, óculos, fones de ouvido, brinquedos, preservativos distribuídos gratuitamente pelo governo (venda proibida). Também foram localizados cinco mil filmes pornográficos. Num dos locais funcionavam duas salas de cinema pornográfico.

A ação identificou os depósitos irregulares em quatro estacionamentos nas avenidas Mauá e Júlio de Castilhos. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Hoff, disse que a secretaria vem atuando diariamente nas ruas de Porto Alegre para coibir o comércio ilegal de produtos falsificados e clandestinos que colocam em risco a saúde dos consumidores e impactam as atividades do comércio legalizado.

O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, afirmou que coibir o comércio ilegal é também um importante passo para o processo de retomada econômica na cidade. “Na medida em que incentivamos o consumo formal, contribuímos para o processo de recuperação financeira das empresas, o que refletirá na geração de empregos que tanto precisamos pós-pandemia”, acrescentou.

As ações de fiscalização e combate à atividade de ambulantes em Porto Alegre contam com o apoio da Diretoria de Fiscalização da SMDE, da Guarda Municipal e da Brigada Militar.

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