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Após crítica do Cremers, governo envia três viaturas do Samu para o Litoral Norte

Na semana passada, relatório da entidade médica constatou deficiência no transporte de pacientes

Repercutiu no Governo Estadual um relatório elaborado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a partir de visitas em instituições, que identificou deficiências no atendimento a pacientes no litoral Norte do Estado. Em reunião com médicos realizada nesta segunda-feira, o secretário de saúde Ciro Simoni garantiu que vai adotar três medidas ainda neste veraneio para minimizar os problemas. A principal deve ser o envio, nos próximos dias, de três novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para rodovias estaduais da região.

Conforme o Cremers, os veículos vão operar junto a postos dos Comandos Rodoviários da Brigada Militar em Xangri-lá, Torres e Tramandaí. No mês passado, ações de fiscalização da entidade indicaram que a Operação Gaivota, responsável pelo atendimento de saúde terceirizado nas estradas, foi desativada há dois anos pelo Estado, segundo o Conselho, devido à política de contenção de gastos adotada por Yeda Crusius. A situação obrigou o Comando Rodoviário da BM a usar as escassas ambulâncias das prefeituras, deixando os municípios desassistidos.

“Ele se propõe a fazer o mais rápido possível, e acredito que, se houver agilidade, o problema da demora nas remoções de pacientes deve ser resolvido”, afirmou o presidente do Cremers, Fernando Mattos, que considerou a reunião com o novo titular da pasta como positiva.

A segunda providência anunciada por Simoni é a flexibilização de relatórios do Samu, respondidos por policiais rodoviários cada vez que o serviço é acionado. No relatório do Conselho, a burocracia imposta nos atendimentos em casos de acidentes também foi alvo de críticas.

A Secretaria de Saúde ainda definiu que, nos próximos dias, serão adotadas políticas de integração entre as centrais de regulação de leitos do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre. Simoni pretende se encontrar com o titular da pasta  em Porto Alegre, Carlos Casartelli. Para o Cremers, o diálogo entre os dois órgãos, hoje, é ineficiente, o que torna ainda mais demorada a remoção de pacientes. O relatório apontou que a espera de pacientes do litoral Norte por um leito pode levar até cinco dias.

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