Apagão afeta trânsito, hospitais e aeroportos em várias cidades do Nordeste
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Apagão afeta trânsito, hospitais e aeroportos em várias cidades do Nordeste

Em capitais como Recife, Salvador e Fortaleza, a maior parte dos semáforos parou de funcionar

Por
AE

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O apagão que afetou 14 Estados das regiões Norte e Nordeste transformou o dia da população em um verdadeiro caos. Em capitais como Recife, Salvador e Fortaleza, a maior parte dos semáforos parou de funcionar, o que causou congestionamentos e superlotação em pontos de ônibus.

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Tanto na capital baiana quanto na pernambucana, o metrô parou, obrigando passageiros a caminhar pelos trilhos. Enquanto o sistema de geração de alguns aeroportos evitou problemas com voos, houve paralisação temporária em Fortaleza.

Em Salvador, onde o fornecimento de energia foi interrompido por cerca de três horas, serviços essenciais também foram afetados. No Hospital da Bahia, por exemplo, somente a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) manteve-se funcionando por um sistema de segurança durante as horas de queda de energia. Houve prejuízo no comércio, pois os geradores de supermercadistas e shoppings de menor porte eram muitas vezes insuficientes para manter o sistema de vendas funcionando por um período mais longo.

No Recife, também houve problemas no setor da saúde. A dona de casa Maria Rita Xavier, de 45 anos, aguardava na quarta-feira, à tarde atendimento em uma clínica particular. "Cheguei cedo (para a consulta) e aguardava ser chamada. Aí, tudo ficou escuro. Moro longe e tenho uma filha que tem problemas graves de saúde e precisa de atenção permanente. Para eu conseguir vir hoje montamos toda uma logística que agora foi jogada no lixo", disse.

Nos postos de combustível da capital de Pernambuco, o movimento foi grande de pessoas em busca de óleo diesel para geradores instalados em prédios residenciais e comerciais. A maioria dos potenciais clientes, no entanto, acabou sem o produto, já que as bombas dos postos também não estavam funcionando. Nas ruas de Natal, a confusão no trânsito foi tamanha que os próprios motoristas desceram de seus veículos e tentaram organizar o trânsito caótico. "Estou há mais de uma hora e dez minutos presa no engarrafamento. Geralmente, faço esse percurso em dez minutos", relatou a professora de educação física Izabelle Dantas, que tentava se locomover para a escola onde daria aulas à noite.

Nas paradas de ônibus da capital potiguar, trabalhadores tentavam voltar para casa antes do anoitecer. "Nosso horário de saída era às 18h, mas fomos liberados às 16h50", disse a comerciária Bianca Evelyn, enquanto tentava pegar um ônibus para voltar para casa. Estudantes que estavam em aula durante o período sem energia também foram dispensados mais cedo ontem, por questão de segurança. Em Belém, além dos problemas registrados nas demais regiões, alguns bairros também ficaram sem abastecimento de água. Segundo a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), o abastecimento foi interrompido nas zonas de expansão da área da Augusto Montenegro e São Brás, além do centro da capital. Durante a interrupção do fornecimento de energia, linhas de telefonia celular também ficaram sem sinal na cidade.