Carroceiros protestam em frente à Câmara Municipal

Carroceiros protestam em frente à Câmara Municipal

Trabalhadores querem que restrição de circulação seja adiada para 2015

Nildo Júnior / Correio do Povo

Um grupo de 30 trabalhadores esteve no local

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Um grupo de cerca de 30 carroceiros protestou nesta segunda-feira em frente à Câmara Municipal de Porto Alegre. Eles buscam a revisão da restrição de circulação de carroças e carrinhos de tração humana imposta desde 1º de setembro, para que seja adiada para 2015. A restrição atinge sete das 17 regiões administrativas da Capital: Centro-Sul, Cristal, Cruzeiro, Glória, Lomba do Pinheiro, Partenon e Sul. A partir de outubro, carroças e carrinhos de tração humana daquelas regiões poderão ser recolhidos pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Uma dos líderes do movimento, Maria Isaltina Ferreira Alves, de 52 anos, afirmou que a maioria dos carroceiros é analfabeta, o que dificulta a recolocação deles no mercado de trabalho.  “A prefeitura está oferecendo cursos de capacitação, mas muitos não sabem nem escrever o nome. Como vão fazer um curso desses? Poderiam nos oferecer um horário alternativo para circular com as carroças”, sugeriu.

Maria Isaltina também salientou que os animais estão sendo bem tratados e que nenhum dos carroceiros anda com excesso de peso. “Temos acompanhamento veterinário da Faculdade de Veterinária da Ufrgs. São cavalos gordos e rápidos, que gozam de boa saúde. Também nos comprometemos de tirar as carroças de circulação na época da Copa do Mundo”, garantiu.

O presidente da Associação de Moradores da Vila São Pedro, Paulo César Frizzo da Rosa, procurou o presidente da Câmara, vereador Thiago Duarte (PDT), para entregar uma série de exigências. Entre os pedidos estão a indenização dos cavalos (R$ 2,5 mil), das carroças (R$ 2,5 mil), dos carrinhos (R$ 500,00), apoio para a aquisição de veículos motorizados e para a construção de galpões de reciclagem. “O pessoal está assustado. Quem tem mais de 35 anos e não é alfabetizado enfrenta dificuldade para conseguir um emprego”, afirmou.

A EPTC está orientando os carroceiros e quem percorre a cidade com carrinho de mão a trocar o equipamento por reembolso em dinheiro.  “Não tivemos nenhum problema até agora. Os agentes estão entregando material de divulgação do Programa Todos Somos Porto Alegre — Programa de Inclusão Produtiva na Reciclagem”, garantiu o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

O programa oferece possibilidade de encaminhamento para vagas de trabalho, para qualificação profissional com bolsa de formação de um salário mínimo (R$ 678,00) por mês. A carga horária da qualificação é de quatro horas diárias, com duração média de três meses. Também está previsto pagamento de indenização para carroça, cavalo e carrinho entregue ao programa. Atualmente, 1.102 trabalhadores estão cadastrados no Todos Somos Porto Alegre.

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