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CEEE vai tomar medidas duras e drásticas, garante presidente

Estatal gaúcha pode perder concessão com fim de contrato neste ano

Estatal gaúcha pode perder concessão com fim de contrato ainda este ano
Estatal gaúcha pode perder concessão com fim de contrato ainda este ano Foto : Fernando Vieira / CEEE / Divulgação / CP
Para evitar perder a concessão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Companhia Estadual de Energia Elétrica – Distribuidora (CEEE-D) terá que se adequar ao cenário nacional e tomar medidas austeras. “O momento é duro. Se não forem tomadas as medidas, isso significa colocar muito em risco”, declarou o presidente da estatal gaúcha, Paulo Tarso Pinheiro Machado, em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira. “Independentemente dos prejuízos de perder uma empresa do porte da CEEE, pública ou privada, ela precisa ser eficiente”, argumentou.

As medidas a serem tomadas, como corte de gastos e venda de ativos, visam ajustar a CEEE em nível nacional. Segundo o presidente, o contrato de concessão de 39 distribuidoras encerra no final do ano, incluindo o da companhia. Todas precisam apresentar indicadores de desempenho. Os da estatal gaúcha são dois: o primeiro de interrupção de energia e frequência das interrupções; e o outro de resultado econômico-financeiro.

Machado afirmou que após o processo das privatizações, a CEEE não conseguiu se ajustar em nível de despesas operacionais “àquilo que a Aneel exige e àquilo que uma empresa saudável precisa”. Algumas das medidas já foram tomadas, de acordo com o presidente. “Já conseguimos fazer os indicadores técnicos declinarem, liberamos recursos para modernizando as redes. Investimos em religadores automáticos, para o consumidor ter o pronto reestabelecimento da energia, e já centralizamos custos. Agora temos um comitê de racionalização de gastos”. Segundo o presidente, o investimento é fundamental, mas como há uma restrição orçamentários, é preciso estabelecer prioridades.

O presidente acredita que é possível recuperar a empresa. Segundo um decreto do governo federal, que impõe à empresa um período de cinco anos para alcançar determinados indicadores e se não o fizer por dois anos seguidos, perde o direito de manter a atividade, a CEEE terá até 2017 para mostrar eficiência. “O que não significa dizer que a companhia vai poder operar até lá. Quanto mais cedo iniciarmos este processo de readequações, mais folga teremos para chegar em 2017 e apresentarmos estes resultados”, disse.