Chuva frustra retomada do Brique da Redenção

Chuva frustra retomada do Brique da Redenção

Após cinco meses de atividades suspensas, prefeitura liberou a realização da feira, mas o mau tempo impediu a reabertura

Jessica Hübler

Para este final de semana, a previsão era de que 25 bancas dos antiquários e quatro bancas de artistas plásticos funcionassem

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O domingo chuvoso frustrou a retomada das atividades do Brique da Redenção, que estava com as atividades suspensas há mais de cinco meses. A expectativa dos 300 expositores para retornar ao canteiro central da avenida José Bonifácio era grande, mas, por conta do mau tempo, ele permaneceu vazio. A Prefeitura de Porto Alegre autorizou o funcionamento das feiras fixas da Capital conforme o Decreto 20.709.

Para este final de semana, a previsão era de que somente as 25 bancas dos antiquários do Brique da Redenção e quatro bancas de artistas plásticos estivessem no local. A partir do final de semana dos dias 5 e 6 de setembro, a expectativa, de acordo com os feirantes, é de que de 30% a 40% retomem os trabalhos.

Conforme o membro da Coordenação do Brique da Redenção e um dos responsáveis pela articulação da retomada das atividades, Jefferson Martins, o tempo não ajudou e o retorno oficial ficou para o próximo final de semana.

"Está sendo bem difícil, muitas pessoas dependem exclusivamente das vendas do Brique e até optaram por tentar vender através da internet, mas não compensa", afirma. O horário de funcionamento deve ser das 9h às 16h. Martins, que atua no Brique há duas décadas, está ansioso pela retomada e declara que nunca havia imaginado uma suspensão tão prolongada.

"Jamais imaginaríamos que o Brique ficaria fechado por quase seis meses, nunca aconteceu isso. Agora vamos aguardar o próximo domingo", comenta.

De acordo com Martins, o faturamento dos expositores do Brique da Redenção caiu, em média, 80%. "O domingo no Brique tem muitas pessoas circulando, vendas boas, a internet até ajuda um pouco, mas não resolve. Muita gente está feliz e ansiosa com o retorno, especialmente os moradores do Bom Fim, os empresários daquela região, os expositores e os frequentadores do Brique", ressalta.

Para atender as determinações do decreto, tanto o Brique de Sábado, quanto o Brique da Redenção, funcionarão com filas duplas nos canteiros um a quatro (sentido avenida João Pessoa para a avenida Osvaldo Aranha) e filas simples nos canteiros cinco e seis – sempre com distanciamento de cinco metros entre as bancas.

Mesmo com os protocolos de distanciamento, Martins enfatiza que todos os expositores estão conscientes sobre a importância dos cuidados. "Vai haver um distanciamento de cinco metros entre cada expositor e acho que está bem razoável, vai dar para levar isso por mais algum tempo. Acreditamos que dentro de poucas semanas o distanciamento vai diminuir um pouco, haverá maiores flexibilizações, vai melhorar um pouco", diz.

No caso do Brique de Sábado, os canteiros cinco e seis são reservados para a feira de orgânicos das 7h às 13h. Após este horário, os artesãos passam a ocupar também este espaço. Já na Feira da Praça da Alfândega, que possui bancas fixas, será feito rodízio, alternando o funcionamento das bancas – totalizando três dias de feira para cada.

Conforme o decreto 20.709, as feiras livres, inclusive as de hortifrutigranjeiros, artesanato, antiguidades, artes plásticas e gastronomia, fixas e licenciadas pelo Município, poderão funcionar, desde que observadas as seguintes medidas, cumulativamente:

I – Proibição de consumo ou degustação de produtos na área das feiras;
II – Distanciamento mínimo de 5m (cinco metros) entre as bancas;
III – Distanciamento interpessoal mínimo de 1,5m (um metro e meio) no atendimento e nas filas, vedada a aglomeração;
IV – Uso de máscara por clientes e colaboradores quando da entrada e na circulação nos espaços das feiras;
V – Disponibilização nas áreas de acesso à feira, bem como no interior das bancas, de álcool na concentração 70% (setenta por cento) ou outra solução sanitizante, para higienização dos feirantes e clientes.


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