Com 115 ocorrências ativas, surtos por Covid-19 voltam a subir no RS

Com 115 ocorrências ativas, surtos por Covid-19 voltam a subir no RS

Ao todo, 43 municípios gaúchos contam com ao menos um caso em investigação

Correio do Povo

Ao todo, 43 municípios gaúchos contam com ao menos um caso em investigação

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Após os surtos por Covid-19 desabarem nas últimas dez semanas, o registro de contaminação em massa em instituições fechadas voltou a subir no início de setembro. O último boletim divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), com dados de 3 de setembro, apontou existência de 115 surtos ativos, patamar de cinco semanas atrás, quando houve 113 surtos ativos em 4 de agosto. 

O número é menos da metade do momento em que o cenário mais crítico no RS, em 22 de março deste ano, quando a Cevs reportou 266 surtos ativos. No acumulado do ano, o RS soma 1.597 notificações de surtos de síndrome gripal associados à Covid-19. Assim, 1.489 já foram encerrados – o que ocorre quando há período de 14 dias sem novos casos ativos. 

De acordo com o boletim, os surtos ativos estão distribuídos por 43 municípios. A maior parte deles são investigados em empresas que desempenham atividades industriais, comerciais, econômicas e administrativas, com exceção de frigoríficos e laticínios. O levantamento ainda apontam existência de dois surtos em instituições prisionais. 

Surtos já ocorreram em todas as regiões gaúchas

Desde o início da pandemia, foram registrados surtos em todas as regiões do estado, destacando-se as regiões de Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, que juntas concentram 48,5% do total de surtos.

Dos surtos identificados até o momento, 349 são reincidentes (21,8%), sendo que destes 259 estão na primeira reincidência, 68 na segunda, 17 na terceira, 3 na quarta e 1 na quinta e 1 na sexta.

Apesar de apresentar o maior número absoluto de surtos, a região de Porto Alegre está longe de ter a maior incidência de casos confirmiados – é a 19ª de 21 regiões. A maioria dos surtos dessa região ocorreu em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI, 85,1%), locais que, segundo a Vigilância Estadual, tendem a apresentar menor quantidade de pessoas expostas.

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