Comunidade faz vigília contra fechamento da Escola Estadual Rio Grande do Sul

Comunidade faz vigília contra fechamento da Escola Estadual Rio Grande do Sul

Manifestantes relatam que Seduc retirou equipamentos e pretende transformar instituição em albergue

Felipe Samuel

Protesto é contra realocação de alunos para outros colégios

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Insatisfeitos com a tentativa de fechamento da Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul, representantes da comunidade escolar mantêm vigília na instituição, localizada no Centro Histórico. Neste domingo, um grupo ocupava as dependências da escola, que na semana passada teve os cadeados arrombados. Os manifestantes alegam que durante a ação, coordenada da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), computadores, equipamentos, móveis e documentos foram retirados do local. Uma faixa fixada na entrada da escola exibia a mensagem: "Não fechem a Escola Rio Grande do Sul".

Integrante do movimento de ocupação e ex-aluna da escola, Atena Beauvoir Roveda afirma que o grupo exige o retorno "imediato dos documentos históricos" e da estrutura física – como rede de internet -, além da instalação definitiva do espaço escolar. Conforme Atena, o governo gaúcho pretende transformar o local em albergue para pessoas em situação de rua. Com isso, os 280 alunos da instituição precisariam ser realocados. Ela destaca que durante o mês de agosto houve uma série de reuniões entre Seduc, deputados estaduais e direção escolar para tentar resolver o impasse. 

A ideia inicial da Seduc era levar os estudantes para a Escola Técnica Parobé. “Agora a intenção do governo é levá-los para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Leopolda Barnewitz. A secretaria ‘levou’ as vagas sem conversar com pais e mães e sem pensar na questão envolvendo o deslocamento dos alunos”, explica. Ela garante que a comunidade escolar ainda aguarda uma resposta do titular da Seduc, Faisal Karam. “A comissão de ocupação vai entregar um manifesto à Seduc pedindo o retorno dos arquivos da instituição”, acrescenta. 

Presidente do Conselho Escolar, Rossana da Silva afirma que a vigília é um desdobramento da ação da Seduc. “A escola não vai sair daqui. No começo eles disseram que queriam trazer moradores de rua. Depois informaram que transformariam em albergue. E agora falaram que vão tirar a escola sem conversar com a comunidade ou o conselho escolar”, frisa. A Seduc não se manifestou sobre o assunto.


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