Comunidades indígenas e quilombolas começam a ser vacinadas em Porto Alegre

Comunidades indígenas e quilombolas começam a ser vacinadas em Porto Alegre

Primeira remessa da imunização foi aplicada na na aldeia Fág nhin, na Lomba do Pinheiro

Cláudio Isaías

Aldeia Fág nhin, na Lomba do Pinheiro, recebeu hoje a imunização

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As comunidades indígenas e quilombolas em Porto Alegre começaram nesta segunda-feira a ser vacinadas contra o coronavírus. A imunização foi feita pelas equipes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Eles foram imunizados com a primeira remessa da vacina Coronavac na aldeia Fág nhin, na Lomba do Pinheiro, na zona Leste de Porto Alegre, do cacique Samuel Silva. 

A técnica de enfermagem Ester Tuane Mello, que faz parte da aldeia, participou da vacinação. De acordo com a Secretaria, Porto Alegre tem aproximadamente 550 indígenas registrados e todos devem receber a aplicação.

O Ministério de Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), estima vacinar mais de 410 mil indígenas e 20 mil profissionais de saúde que atuam diretamente no atendimento à população indígena. A imunização acontece em mais de seis mil aldeias dos 34 Distritos sanitários especiais indígenas do país.  

O Brasil adquiriu as primeiras seis milhões de doses da vacina, produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, para imunizar inicialmente o grupo prioritário contra a Covid-19, incluindo os indígenas. A vacinação nas aldeias indígenas é destinada para maiores de 18 anos. 

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De acordo com o levantamento da Sesai, o Brasil tem aproximadamente 755 mil indígenas sob responsabilidade do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Desses, 410 mil são maiores de 18 anos e serão imunizados no primeiro lote.

O primeiro caso de Covid-19 em área indígena do país foi registrado em abril de 2020, no Alto Rio Solimões. O distrito tem a segunda maior população indígena do Brasil, com aproximadamente 70 mil indígenas de 27 etnias, distribuídos em 236 aldeias. 

A aldeia Umariaçu I foi escolhida pela Sesai para iniciar a campanha de imunização. As Forças Armadas também são parceiras na ação de imunização dos indígenas. O Ministério da Defesa cumpre missões de comando e controle, segurança e logística em apoio à Sesai e às comunidades isoladas com as aeronaves.


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