Covid-19 avança em Porto Alegre: 20.943 casos confirmados e 588 óbitos

Covid-19 avança em Porto Alegre: 20.943 casos confirmados e 588 óbitos

Segundo o secretário de Saúde, discrepância de dados com o governo federal "deslocou curva", mas o entendimento é de "redução constante do número de casos/dia"

Jessica Hübler

Número de recuperados que era 3.719 aumentou para 13.998, um crescimento de 276,39%, mas, na totalidade dos casos, 66,83%, estão recuperados.

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A maior parte das pessoas que tiveram diagnóstico positivo da Covid-19 em Porto Alegre já são consideradas curadas. Conforme dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a parcela de "recuperados" representa pelo menos 66,83% do total de casos. Até 22 de agosto a Capital havia registrado 20.943 casos confirmados e 588 óbitos por conta da Covid-19. Além disso, 9.678 casos seguiam em análise e 13.998 do total de casos, já eram considerados recuperados. Entre 22 de julho e 22 de agosto o aumento percentual de casos confirmados foi de 206% (de 6.844 para 20.943) e, dos óbitos, de 137,09% (de 248 para 588). Os casos em análise caíram 27,72%, passando de 13.390 para 9.678. E o número de recuperados que era 3.719 aumentou para 13.998, um crescimento de 276,39%.

Vale frisar que entre os dias 18 e 19 de agosto houve uma revisão nas estatísticas de casos confirmados do novo coronavírus em Porto Alegre. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após a análise das bases de notificação de casos suspeitos e confirmados, a equipe técnica verificou um número de casos significativamente superior ao citado até então. Dados encaminhados ao Ministério da Saúde não estão sendo identificados e publicados pelo programa e-SUS Notifica. Então, no dia 19, foram incluídos nos dados de casos confirmados 6.519 novos registros. Também foram inseridos 5.593 recuperados e 972 negativos. Aumento dos números se deve a um problema de registro do eSUS, diante do envio dos dados pela Capital.

Sobre isso, o secretário municipal de Saúde, Pablo Stürmer, explicou em uma rede social que a discrepância dos dados iniciou a partir da metade de julho, pois casos que tinham a confirmação de recebimento do Ministério da Saúde não foram integrados para a base eSUS. "Isso desloca nossa curva em duas semanas, mas não muda o entendimento de que estamos em redução constante do número de casos/dia", reiterou.

Além disso, conforme Stürmer, a SMS considera desde o início da pandemia a evolução da ocupação das UTIs como principal indicador. "Pela confiabilidade do dado e pelo caráter finalístico, que tem um comportamento muito semelhante à curva de casos", disse, reforçando que esse é o principal balizador das ações da Prefeitura, "que permitiu adotar a flexibilização na cidade. Hoje a tendência dessa curva aponta para queda, que pode ser revertida nos próximos dias pelo impacto do aumento de circulação de pessoas".


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