Dia das Crianças deve injetar R$ 760 milhões na economia gaúcha

Dia das Crianças deve injetar R$ 760 milhões na economia gaúcha

Projeção é da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS)

Felipe Samuel

Vestuário, calçados, brinquedos e eletroeletrônicos devem ser os produtos com maior procura

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Terceira data comemorativa mais importante do calendário do comércio, o Dia das Crianças deve injetar R$ 760 milhões na economia do Rio Grande do Sul. O total projetado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) representa aumento de 10% das vendas em relação a 2021. Apesar da elevação dos preços em comparação com o ano anterior, vestuário, calçados, brinquedos e eletroeletrônicos devem ser os produtos com maior procura. O valor do tíquete médio deve ficar casa dos R$ 185,00, superando em R$ 10,00 o valor médio do último ano.

Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, o Dia das Crianças é uma “data muito forte e tem um apelo emocional intenso”. Conforme Koch, os dados econômicos registrados em agosto e setembro, que mostram deflação e crescimento dos indicadores de empregabilidade, ajudam a incrementar a renda familiar. “Com a normalização da circulação dos consumidores, algo que não ocorreu em 2020 e 2021, a possibilidade de as lojas receberem mais clientes cresceu muito e isso é um fator que viabiliza a consumação de mais vendas”, destaca.

De acordo com a FCDL, entre os brinquedos, a preferência dos consumidores é por artigos como bonecas, carros articulados, brinquedos de montar e os tradicionais jogos. Já nos eletroeletrônicos, os itens mais procurados devem ser os smartphones e tablets. Na Capital, estudo do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Sindilojas Porto Alegre revela que a data deverá movimentar R$ 222 milhões na economia, com um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação a 2021 na compra de presentes para filhos. O tíquete médio deverá ficar em R$ 175,42.

De acordo com a entidade, a maioria dos consumidores (53,4%) pretendia comprar brinquedos. Roupas, calçados, aparelhos eletrônicos e acessórios completam a lista. O estudo aponta ainda que a maioria (56,3%) pretendia comprar no comércio de rua, enquanto 44% dos consumidores optariam por lojas de shopping. As compras on-line, por e-commerce ou redes sociais, devem representar 21,1%, sendo que desta fatia 63,5% devem comprar via aplicativo da loja, 58,1% do site da loja, 2,7% pelo Instagram e 1,4% pelo WhatsApp.
 


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