Eletricitários da CEEE mantém serviços essenciais durante greve

Eletricitários da CEEE mantém serviços essenciais durante greve

Segundo o sindicato da categoria, os profissionais optaram pela paralisação devido à perda de direitos

Cláudio Isaías

Diretoria da CEEE optou por não se manifestar sobre a paralisação dos servidores

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Em greve há nove dias, os eletricitários da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) estão mantendo apenas os serviços essenciais em funcionamento. Estão sendo feitos os atendimentos de emergência nas subestações, apoio ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul no serviço de rua e manutenção da rede de energia elétrica em caso de acidentes, segundo informou o sindicato da categoria.

A presidente do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul), Ana Maria Spadari, disse que a categoria decidiu pela paralisação em razão das perdas de direitos e dos cortes de cláusulas em um recente acordo coletivo, que retiraram benefícios como bônus alimentação e refeição, além do auxílio no plano de saúde. Cerca de quatro mil trabalhadores aderiram ao movimento de paralisação após diversas tentativas de negociação com a direção da CEEE desde o mês de janeiro.

Segundo a presidente do Senergisul, as negociações nunca evoluíram e acabou indo para a mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT/RS). Ana Maria explicou que a empresa tenta derrubar a garantia de estabilidade de seis meses para os trabalhadores após a venda da companhia, com a possibilidade de demissão em massa.

O sindicato não informou os números da paralisação, mas afirma que a adesão dos trabalhadores cresceu ao movimento. “Em plena pandemia, a empresa retirou o bônus alimentação e a contribuição no plano de saúde. Ninguém deixou de trabalhar e atender o público”, ressaltou.

O presidente da CEEE, Marco da Camino Ancona Lopez Soligo, informou que não se manifestaria sobre a paralisação dos servidores e nem sobre os serviços afetados pela greve.

Em março deste ano, o Grupo Equatorial Energia venceu o leilão de privatização da CEEE. O grupo atende quase 10% do total de consumidores brasileiros e responde por 6,5% do mercado de distribuição do país.

O grupo venceu o leilão ao apresentar proposta de R$ 100 mil. Não houve disputa, uma vez que essa foi a única empresa participante. Na época, Soligo destacou a importância da desestatização para o Rio Grande do Sul e para o setor elétrico brasileiro.

“Era muito importante que essa companhia fosse desestatizada pelos problemas operacionais e financeiros que tanto machucavam nosso Estado”, acrescentou.

O Grupo Equatorial Energia tem forte atuação no setor elétrico nos segmentos de distribuição, transmissão, geração, comercialização, além da área de telecomunicações e serviços. As empresas que fazem parte do Grupo são a Equatorial Maranhão, Equatorial Pará, Equatorial Piauí, Equatorial Alagoas, Geramar, Equatorial Transmissão, Intesa, Equatorial Telecom, Sol Energia e 55 Soluções.


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