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Em carreata, taxistas protestam contra Uber em Porto Alegre

Manifestação deve percorrer áreas centrais da cidade

Em carreata, taxistas protestam contra Uber em Porto Alegre
Em carreata, taxistas protestam contra Uber em Porto Alegre Foto : Cristiano Soares / Rádio Guaíba / Especial / CP
Dezenas de taxistas se reuniram na manhã desta quarta-feira na rua B, que fica entre a avenida Beira-Rio e a Padre Cacique, em Porto Alegre para realizar uma carreata em protesto contra o Uber. Está previsto um deslocamento da categoria pelas principais avenidas da cidade, incluindo as áreas centrais, até a Câmara de Vereadores. 

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A ideia dos taxistas é fazer a carreata até as proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e depois retornar para Câmara de Vereadores. O trajeto inicia na avenida Praia de Belas, passa pela Ipiranga, Perimetral, Aeroporto, Farrapos, Mauá e encerra na Casa. Durante a madrugada de hoje, uma faixa com a frase "fora Uber" foi colocada na estátua do Laçador, na zona Norte de Porto Alegre. 





O protesto contra o Uber ocorre um dia depois da Câmara Municipal confirmar a data e o local para a realização de uma audiência pública sobre o projeto de lei que regulamento o serviço de transporte particular na cidade. O encontro havia sido marcado, de início, para a manhã de hoje, mas acabou suspenso por falta de espaço na sede do Parlamento.

O presidente da Câmara, vereador Cássio Trogildo (PTB), informou que a audiência ocorrerá a partir das 19h de 5 de julho, no Ginásio do Gigantinho, ao lado do Estádio Beira-Rio. Trogildo explica que o Sport Club Internacional, administrador do Gigantinho, foi contatado porque os ginásios Tesourinha e da Brigada Militar estão inviabilizados para receber eventos desse porte. Enquanto a Câmara consegue abrigar 200 pessoas, o Gigantinho pode receber cerca de cinco mil, destacou.

Áudios sugerem coação a taxistas


Nessa segunda, foram divulgados áudios de WhatsApp indicando que a categoria de taxistas organiza uma paralisação massiva para o dia em que ocorrer a audiência pública. O material também sugere coação aos motoristas que insistirem em trabalhar na data. O Sindicato dos Taxistas negou participar da mobilização.

O projeto de lei foi elaborado pela Prefeitura, após quase seis meses de discussão, e propõe que serviços como os da Uber e da concorrente WillGo sejam legalizados mediante pagamento de impostos e cadastro.