Em protesto na Prefeitura, municipários cobram reposição salarial em Porto Alegre

Em protesto na Prefeitura, municipários cobram reposição salarial em Porto Alegre

Simpa deve realizar nova reunião nesta quarta-feira para avaliar os rumos da categoria

Felipe Samuel

Simpa diz que Prefeitura transferiu a data de uma reunião para 7 de dezembro

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Representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) voltaram a protestar nesta terça-feira em frente ao Paço Municipal. A categoria justifica que está há cinco anos sem reposição salarial e alega perdas de quase 30% durante o período.

Com bandeiras e faixas com mensagens contra a administração do prefeito Sebastião Melo, os manifestantes não foram recebidos até o início da tarde por nenhum integrante do governo. De acordo com o Simpa, a Prefeitura desmarcou a reunião prevista para tratar do assunto e transferiu para 7 de dezembro.

Com isso, o Simpa protocolou apenas um documento pedindo a continuidade das negociações e antecipação da data da reunião. Além de exigir reposição salarial de 29,74%, o grupo cobrava aumento do valor do vale-alimentação. De acordo com o diretor geral do Simpa, João Ezequiel da Silva, afirma que a última progressão funcional foi a de 2010/2012.

"Consideramos um desrespeito com a categoria desmarcar em cima da hora. Simpa e municipários vão continuar na luta, chamando a categoria. "Desmarcaram a reunião e deram várias justificativas, como conflito de agendas", explica. Segundo Silva, novo encontro com a Comissão de Negociação da prefeitura foi marcado para 7 de dezembro, às 9h30.

A entidade deve realizar nova reunião nesta quarta-feira para avaliar os rumos da categoria. "Estamos sem reposição salarial faz cinco anos, estamos indo para o sexto, o que já está dando 29,74% de reposição salarial. "A nossa ideia é que o governo ao menos aponte para recuperação de algum percentual e um cronograma de reposição dessas perdas", destaca.

A categoria destaca ainda o aumento da cesta básica em Porto Alegre e dos itens essenciais do orçamento familiar, como gás de cozinha, gasolina, tarifa de ônibus e IPTU, que aumentaram 46,8% no período de maio de 2016 a outubro de 2021, conforme o Dieese.

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