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Exumado em Restinga Seca corpo de mulher que pode ter sido morta por juiz aposentado

Após laudo, juíza pode decidir se réu vai ou não a júri popular

Foi exumado na manhã desta terça-feira e já encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) o corpo de Madalena Dotto Nogara, de 55 anos, assassinada em meados do ano passado, em Restinga Seca, no Centro do Estado. O suspeito da morte é o então companheiro dela, um juiz aposentado de Minas Gerais. O homem está preso. Após o resultado da análise no corpo, vai ser possível marcar o interrogatório do investigado e, na sequência, não havendo mais recursos, a juíza Juliana Tronco Cardoso decide se o caso vai ou não a júri popular.

A magistrada preferiu não estimar um prazo para a decisão sobre encaminhar o caso ou não à apreciação do corpo de jurados. A exumação foi solicitada para esclarecer em que lado da cabeça ocorreu um dos disparos que matou a vítima. As constatações da necropsia e do levantamento logo após o crime citaram regiões diferentes do crânio.

O crime ocorreu em julho passado, na residência do casal. Na manhã seguinte ao assassinato, o suspeito se envolveu em um acidente de trânsito no litoral Norte e foi preso. De acordo com a polícia, o juiz aposentado relatou que a mulher havia pedido a ele para ensiná-la a como lidar com a arma e que, em um determinado momento, apontou o revólver na direção dele. O juiz contou, então, que tomou a arma da esposa, o que provocou um primeiro tiro, supostamente acidental, mas acertou Madalena. Ele também disse que a intenção era partir para Belo Horizonte, a fim de se entregar à Justiça mineira.