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Famílias protestam com fogo por novas moradias em Pelotas

Moradores bloquearam o principal acesso ao Pontal da Barra com pneus, colchões e pedaços de madeira

Famílias do Pontal da Barra protestam com fogo em Pelotas
Famílias do Pontal da Barra protestam com fogo em Pelotas Foto : Carlos Queiroz / Especial CP
As mais de 50 famílias moradoras do Pontal da Barra, em Pelotas, realizaram protesto, no início da noite desta quarta-feira, contra a falta de informações das novas moradias. As casas estão sendo construídas pela prefeitura e foram prometidas pela Secretaria de Habitação para novembro do ano passado. Os moradores planejam novas manifestações para os próximos dias.

De acordo com os representantes do grupo, a promessa da Secretaria de Habitação era de que até o dia 9 de novembro eles seriam realocados para o loteamento Eldorado, próximo ao aeroporto. O prazo, no entanto, expirou e, até agora, eles não foram informados sobre a situação. Em nota para a imprensa, no final de dezembro, a secretaria afirmou que as famílias do Pontal da Barra seriam transferidas no dia 20 deste mês.

Por volta das 19h, eles bloquearam o principal acesso à vila. Pneus, colchões e pedaços de madeira serviram de combustível para o fogo, que impedia a passagem de pessoas no local. Do outro lado, no sentido Barra-Laranjal, havia mais chamas.

A situação, que já é crítica (são todos posseiros e vivem em casas de madeira improvisadas), piorou após uma operação realizada pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) em parceria com a Brigada Militar (BM). No início da tarde, foi constatado furto de energia elétrica e toda a fiação que ligava um dos postes de luz às residências do Pontal da Barra foi desconectada e apreendida. “Esta é uma situação de risco tanto para os moradores como para quem trafega por aqui”, informou um dos técnicos da companhia que trabalhava no local.

A explicação da comerciante e residente do Pontal da Barra há mais de dez anos Célia Carvalho é de que o furto só acontecia porque os pedidos pela regularização da luz nunca foram atendidos. “Estamos desde 2004 lutando por isso. E agora, que estamos prestes a sair daqui, eles nos deixaram no escuro.” Os manifestantes afirmam que a energia é necessária para manter um equipamento de tratamento de um bebê e mercadorias nos congeladores dos dois únicos armazéns da localidade.