Frente de Trabalhadores de Celetistas é lançada durante ato na sede da Emater

Frente de Trabalhadores de Celetistas é lançada durante ato na sede da Emater

Manifestação também contou com servidores da Fase, Fepam, Fgtas, Metroplan e EGR

Cláudio Isaías

Manifestantes durante ato na sede da Emater

publicidade

Os funcionários que atuam em fundações estaduais do Rio Grande do Sul realizaram nesta quinta-feira o lançamento da Frente de Trabalhadores Celetistas do Estado. O movimento contou com um ato na sede da Emater, no bairro Menino Deus, onde mais de 200 servidores fizeram um abraço simbólico a sede da instituição.

Nos cartazes, os trabalhadores pediam "a imediata recomposição das equipes municipais regionais da Emater"  e "Chega de comer o pão que o Diabo amassou. Quatro anos sem reajuste. Reposição Já". O diretor do Semapi, Edgar Costa, disse que o governo estadual segue insensível diante da luta dos funcionários e tampouco negocia o reajuste salarial das categorias. "Estamos diante de um empobrecimento dos servidores públicos e de sucateamento do serviço público", destacou.

A manifestação contou funcionários que atuam na Emater, Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas), Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) e servidores da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge/RS), Cezar Henrique Ferreira, afirmou que os salários dos trabalhadores das fundações e da Emater acumulam perda de poder aquisitivo de 16%, sendo que há quatro anos não há recomposição salarial. “Com a inflação e a escalada dos preços, é necessário que o governo estadual tenha sensibilidade e acelere as negociações coletivas para recomposição das perdas. Queremos formar uma frente de entidades em defesa dos trabalhadores celetistas do Estado", ressaltou.

Veja Também

O vice-presidente do Senge/RS, José Luiz Bortoli de Azambuja, disse que a categoria está há quatro anos sem reajuste salarial. "Existe uma preocupação dos trabalhadores com o crescimento acelerado da inflação. É impossível que o governo do Estado não tenha sensibilidade de recompor esse de índice que chega a 16% de defasagem do salário dos celetistas", acrescentou.

Com relação a Emater, Azambuja explicou os trabalhadores estão preocupados com a instituição que representa a política pública do Estado para a agricultura familiar. "É um segmento importante da economia do Rio Grande do Sul porque faz girar a economia quando as safras são boas e quando a produtividade aumenta", explicou.

Segundo Azambuja, a Emater é a principal política pública para dar assistência técnica no interior do Estado. "A Emater está encolhendo ao longo dos tempos. O orçamento disponibilizado este ano equivale ao do governo Germano Rigotto há 15 anos. Além disso, a empresa demitiu servidores e está com os seus quadros defasados e precisa urgentemente recompor o quadro com a contratação de funcionários", acrescentou. 

Até o começo da tarde, o governo estadual não havia se manifestado sobre as reivindicações dos servidores celetistas que atuam nas fundações do Rio Grande do Sul. 


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895