Geólogo alerta para outras fraturas em rochas de Capitólio (MG)

Geólogo alerta para outras fraturas em rochas de Capitólio (MG)

Em entrevista à Live RecordTV Minas, o especialista afirma que, em uma das estruturas, a rocha já deslocou e pode cair

R7

Desabamento deixou 10 mortos em Capitólio, no último fim de semana

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Após uma estrutura dos cânions desabar sobre lanchas em Capitólio, a 276 quilômetros de Belo Horizonte, o geólogo Adelbani Braz, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alerta para outras fraturas de rocha na cidade, que podem ocasionar novas quedas das estruturas. A informação foi dada em entrevista à Live RecordTV Minas nesta quinta-feira. 

Em uma delas, Braz mostrou que a situação da rocha é semelhante com a que desmoronou no último sábado (8) e matou 10 pessoas. “(A fratura) Está aberta. Isso significa que a rocha já deslocou. Do lado direito também tem outra fratura aberta. É igual a que caiu, com a fratura já aberta e pronta para cair”, explica o geólogo. Para o especialista, a solução é acelerar a queda da rocha utilizando dinamite.

Situações como a que aconteceu em Capitólio podem ocorrer em várias regiões do país, segundo o especialista. Um local que tem uma formação geológica parecida com a da cidade mineira é na Serra do Cipó, em Santana do Riacho, a 96 quilômetros de Belo Horizonte.

“Na região de Capitólio são vários cânions, alguns com rochas mais instáveis e outras não, mas com fraturas verticais e horizontais que se somam e dão a instabilidade do terreno. Um exemplo parecido é a Serra do Cipó”, afirma Adelbani Braz.

Ainda de acordo com o geólogo, um somatório de eventos podem levar à queda dessas rochas. No caso da estrutura que caiu em Minas Gerais, as chuvas recentes, a cabeça d’água, que é o aumento rápido do nível de um rio por causa das chuvas, e a variação do nível da barragem de Furnas, podem ter contribuído para o acidente. 

“Infelizmente houve a aceleração do deslocamento daquele bloco. Aquela lancha estava perto e não teve tempo suficiente para sair. Apesar de ter caído aos poucos, não tinha como avaliar que as pedras que começaram a cair iam resultar na queda daquela pedra grande”, diz o professor aposentado.

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