Hospital desativado gera insegurança no bairro Rio Branco, em Porto Alegre

Hospital desativado gera insegurança no bairro Rio Branco, em Porto Alegre

Secretaria Municipal de Saúde disse que não há planos de ocupar o espaço, que possui problemas na estrutura

Jessica Hübler

Secretaria Municipal de Saúde disse que não há planos de ocupar o espaço, que possui problemas na estrutura

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Um hospital desativado está causando transtornos para moradores do bairro Rio Branco, em Porto Alegre. No local, funcionava até o ano passado a Unidade Álvaro Alvim (UAA) do Hospital de Clínicas. A unidade foi fechada temporariamente no início da pandemia e, em setembro de 2020, o Hospital de Clínicas informou que as atividades não seriam retomadas. O espaço foi esvaziado e devolvido para a União. Após isso, o governo federal cedeu o prédio para a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Capital, como alternativa para a instalação de leitos de retaguarda caso houvesse necessidade.

A frente da estrutura está localizada na rua Professor Álvaro Alvim, mas a extensão do terreno segue até a rua Cabral. De acordo com o morador e síndico de um dos edifícios que fica próprio do hospital, Amilton Dutra Lima, já foram verificadas invasões do espaço, inclusive culminando com furtos de objetos do hospital, testemunhados por moradores da rua Cabral.

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Conforme Lima, é preciso que sejam tomadas providências para garantir a segurança na região. “Cada um tem que cuidar de si, não acho justo isso, quem está dando causa para essas ocorrências é o terreno, então algum responsável precisa agir”, afirma. De acordo com ele, as residências do entorno precisaram buscar proteção por conta da falta de iniciativas. “O condomínio é uma vítima disso aí”, pontua.

Para garantir a segurança dos moradores, Lima comenta que foi preciso instalar concertina (espécie de pequenas navalhas) e até mesmo cerca elétrica na divisa do condomínio com o terreno do hospital, mas ainda assim a falta de ocupação do hospital está deixando o local como uma “passagem” para acesso ao condomínio no qual Lima reside e também para outros que ficam nas proximidades. “Isso tem nos deixado com uma preocupação constante muito grande, ainda existem outros prédios por ali e todos ficam em uma situação muito delicada”, frisa. 

Até o momento, de acordo com Lima, não foi possível resolver a situação. “Se tiver que ser processual, nós vamos atrás, o que não pode é ficar do jeito que está, não podemos ficar expostos, sem que haja uma barreira, pois o nível de insegurança e preocupação dos moradores é grande, principalmente daqueles que moram no térreo”, enfatiza.

Segundo a SMS, o prédio está desocupado há muito tempo e tem problemas estruturais que demandam muitas obras. “Também há risco de danos para a estrutura do prédio por causa do barranco onde está assentada boa parte da construção. Tudo isso foi constatado por avaliação feita pelo setor de engenharia da SMS. A avaliação neste momento é que o custo para viabilizar a ocupação é inviável”, informou a SMS.

A SMS reitera que "não há planos de ocupar o espaço, diante da necessidade de obras volumosas e caras no local. Quando foi anunciada a possibilidade de cedência, já não havia mais a necessidade urgente de novas instalações com mais leitos para enfrentar a Covid. Além disso já havia outras estruturas prontas e operacionais garantindo leitos de retaguarda para a cidade".


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