Internações pela Covid-19 caem pelo segundo dia consecutivo em Porto Alegre

Internações pela Covid-19 caem pelo segundo dia consecutivo em Porto Alegre

Taxa de ocupação nos hospitais da Capital está em 87,39%

Felipe Samuel

Na segunda-feira, 306 pacientes que testaram positivo para a doença e 23 suspeitos ocupavam leitos de UTI

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Pelo segundo dia consecutivo o número de internações em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta do novo coronavírus apresentou queda. Até o início da noite desta terça-feira, os hospitais da Capital registravam 300 pacientes confirmados para a Covid-19 em UTIs, além de 25 suspeitos. Ao todo, entre outras comorbidades, 721 pessoas estavam internadas, com taxa de ocupação geral de 87,39%. Na segunda-feira, 306 pacientes que testaram positivo para a doença e 23 suspeitos ocupavam leitos de UTI. Moinhos de Vento, São Lucas e Mãe de Deus operavam com lotação máxima.

De acordo com o chefe da Unidade de Gestão do Paciente Crítico do Hospital de Clínicas, Fabiano Nagel, existe um "esboço" de diminuição de internações em UTI nos últimos sete dias. Ele explica que esses índices apresentam variações ao longo dos últimos dias, mas que de maneira geral é possível perceber diminuição de novos casos de Covid-19. "Não que eles tenham desaparecido", alerta. Na avaliação do médico intensivista, o Rio Grande do Sul "está numa situação de platô". "Não parece que estejamos em fase de aceleração. Dados do RS da última semana apontam nitidamente que existe uma diminuição", destaca.

Na Capital, no entanto, ele ressalta que há uma curva de progressão da doença. Para Nagel, o novo paradigma a partir de agora envolve a retomada das atividades em hospitais e instituições de saúde. "A taxa de ocupação de leitos de UTI vai se manter alta", projeta. Ele observa que alguns hospitais, como o Clínicas, estão abrindo mais espaço para atender pacientes não-Covid e liberando leitos utilizados apenas para casos Covid-19. "Precisamos continuar tomando cuidado para que não haja casos novos. Não existe nenhum mecanismo mágico, o vírus continua circulando e vamos continuar tendo casos por muitos meses", destaca.

Nagel avalia que as medidas adotadas no Estado serviram para evitar pico de internações e planejar a retomada gradual das atividades econômicas. Agora o desafio é observar o impacto das novas flexibilizações das medidas restritivas. "Se a sociedade mantiver o intuito de evitar contaminação, com medidas de afastamento social, uso de máscara, higiene das mão, temos perspectiva que as coisas não voltem a piorar", completa. As novas restrições em países da União Europeia, no que é considerado a segunda onda da epidemia, serve de alerta para o Estado. "É uma preocupação nossa, pois a situação não é normal. Estamos tentando retomar a normalidade", conclui.


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