Lide Talks debate ações da segurança pública no RS

Lide Talks debate ações da segurança pública no RS

Painel com a presença do vice-governador, Ranolfo Vieira Junior, foi transmitido por videoconferência

Gabriel Guedes

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Os projetos e desafios do sistema de segurança para o Rio Grande do Sul estiveram em pauta em mais uma edição do Lide Talks, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais do Rio Grande do Sul (Lide RS). Desta vez os convidados do painel foram o vice-governador e Secretário Estadual de Segurança Pública, Ranolfo Vieira Junior, o comandante da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon, a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor. O coordenador do Comitê de Segurança do Lide RS, o diretor-presidente do Grupo Epavi, Wagner Luciano Machado intermediou o encontro, que teve a participação ainda do presidente da entidade,  Eduardo Fernandez.

Machado realizou perguntas aos participantes e também, ao final, encaminhou perguntas feitas pelo público que acompanhava o encontro virtual. O evento foi remoto e transmitido no canal do YouTube do Lide RS. Os trabalhos abriram com o vice-governador, que falou sobre os bons indicadores de criminalidade, que segundo ele é resultado de uma estratégia muito bem pensada para a segurança pública. “Lançamos um programa estruturante, o RS Seguro, que tem foco na territorialidade, tem governança. Fizemos um estudo e se observou que 80% das mortes violentas acontecia em 18 municípios do RS. Então estamos fazendo segurança com evidências científicas e com planejamento estratégico”, explicou. “Tivemos uma redução considerável nos indicadores criminais neste ano. Não tenho dúvida alguma aqui que é resultado de nosso trabalho”, enfatizou.

Na Brigada Militar, o coronel Mohr respondeu a questionamentos sobre o trabalho do policiamento ostensivo em um período de crises como o atual. “A BM trabalha muito com a manutenção da ordem pública. Hoje temos cinco batalhões de choque no estado, sendo dois criados no ano passado. Isso nos permitiu ter uma boa capilaridade nestas tropas de pronta resposta”, destaca. O comandante ainda comentou a atuação da BM em casos de confronto, cuja expertise da corporação começou a ser adquirida com as manifestações de 2013. “Então nós temos uma experiência muito grande, principalmente a partir de 2013. Desde então, a BM tem se mostrado eficiente, principalmente na intermediação destes movimentos. Então não há qualquer tipo de ação ou de violência. Também temos todos um trabalho de ação, de uso progressivo da força, de forma a não alterar os ânimos. Agora estamos observando aqui no Brasil e também negociando com movimentos para que não se façam atos no mesmo local, para evitar confrontos e episódios de vandalismo e violência”, adiantou Mohr.

Os casos cada vez mais visíveis da violência doméstica também foi assunto para a delegada Nadine, que se mostrou preocupada com estes tipos de ocorrência. “Ampliamos alguns serviços. Quando tivemos o decreto de calamidade pública, tivemos que aumentar os canais de denúncia. Conseguimos ampliar a nossa delegacia online e as mulheres podem fazer suas denúncias nesta plataforma. E temos também o WhatsApp para denúncia de violência contra a mulher”, demonstrou. Conforme a chefe de Polícia, a violência contra crianças, adolescentes e idosos tem chamado a atenção dela e pediu colaboração da população. “Precisamos da participação de todos para combater estes crimes que ocorrem dentro de casa”, pediu.

Ao final, o diretor presidente do Grupo Epavi perguntou ao vice-governador sobre um canal para exclusivo, em que a segurança privada possa colaborar ainda mais com uma sociedade mais segura. “A segurança privada consegue antecipar a ação dos meliantes, ao observar o monitoramento”, afirmou Machado. Vieira disse que esta integração está na rota do RS Seguro.

“Estamos trabalhando com os três is: Integração, Inteligência e Investigação. Nós pregamos esta integração interna, das vinculadas à segurança pública. Existe ainda a necessidade de integração com guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal e com os entes privados. Vejo sim que temos que afinar ainda mais este nosso contato”, respondeu o vice-governador.

Ele concluiu falando sobre outros planos, como que o governo pretende começar, por exemplo, a retirada da Brigada Militar da segurança dos presídios ainda na sua gestão, bem como chamar os aprovados em concursos para preencher as vagas ofertadas nos editais.


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