Lote com 2 milhões de doses da vacina de Oxford chega ao Rio de Janeiro

Lote com 2 milhões de doses da vacina de Oxford chega ao Rio de Janeiro

Carregamento vindo da Índia fez conexão em São Paulo, e distribuição vai começar na tarde deste sábado

R7 e Correio do Povo

Aeronave chegou ao Rio na noite desta sexta-feira

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O primeiro lote da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca-Oxford, com 2 milhões de doses fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, chegou na noite desta sexta-feira (22) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro depois de chegar ao Brasil via Guarulhos (SP).

Na chegada, a aeronave recebeu um "batismo" com jatos de água como parte da cerimônia da chegada das vacinas. Após pronunciamento de autoridades, as vacinas vão seguir diretamente para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O Rio Grande do Sul espera receber 100 mil doses da vacina de Oxford recebidas da Índia. Assim como ocorre na primeira remessa vinda ao Estado, da Coronavac, a prioridade de vacinação será para os profissionais da área da saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado ainda no domingo o uso emergencial dessas doses da vacina, fruto de uma parceria firmada com a Fiocruz. Em obediência às normas regulatórias, as vacinas passarão, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), por checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.

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Esse processo acontecerá ao longo da madrugada e na manhã de sábado (23) e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição no período da tarde.

O ministro Eduardo Pazuello afirmou que 5% desta carga será destinada para Manaus (AM).

O lote dessa vacina - que era a aposta inicial do governo federal para deflagrar o plano de imunização - atrasou uma semana para chegar ao país, segundo os planos iniciais do governo.

Ao longo de todo o trajeto até Bio-Manguinhos/Fiocruz, as vacinas estarão armazenadas em seis caixas do tipo pallets, que serão acondicionadas em envirotainers, pequenos containers utilizados para transportes de carga que necessita de controle de temperatura. Nesses envirotainers, as vacinas serão mantidas na temperatura entre 2 a 8ºC.

Após o aval da Anvisa no domingo, o Brasil iniciou a vacinação contra Covid-19 em caráter emergencial com o uso inicialmente de 6 milhões de doses da chinesa CoronaVac.

Nesta sexta, o órgão regulador autorizou o uso emergencial de outros 4,8 milhões de doses da vacina chinesa, que foram envasadas no país pelo Instituto Butantan. O Butantan, no entanto, ratificou o tamanho do lote para 4,1 milhões de doses.

Relação com a Índia e importância do SUS

O ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, exaltou a importância da boa relação com a Índia para trazer as doses da vacina de Oxford ao Brasil. Agradeceu a cooperação e as autoridades indianas que contribuíram para a importação. "Esta parceria reforça o nosso programa de vacinação e a parceria que estamos construindo com a Índia", destacou.

Já o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, elogiou a capilaridade do SUS e destacou a importância do sistema para o programa de vacinação contra a Covid-19 que começa a ser desenvolvido no Brasil. "É o maior sistema de saúde público do mundo. Sem ele, não poderíamos fazer o que estamos fazendo no combate à Covid-19", frisou.


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