Mãe de Hang teria feito "tratamento precoce" antes de morrer de Covid-19

Mãe de Hang teria feito "tratamento precoce" antes de morrer de Covid-19

Informações enviadas à CPI indicam que o uso de remédios como cloroquina foi feito em uma unidade da Prevent Senior

R7

Informações enviadas à CPI indicam que o uso de remédios como cloroquina foi feito em uma unidade da Prevent Senior

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 recebeu informações de que Regina Modesti Hang, mãe do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, teria feito uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19, como cloroquina, antes de morrer em decorrência de complicações da doença. Ela ficou internada em um hospital da operadora de saúde Prevent Senior, alvo de investigações da CPI, e teria começado a usar os remédios preventivos durante a internação na unidade da operadora, em São Paulo.

A informação diverge do que foi divulgado por Luciano Hang na época da morte da mãe, aos 82 anos, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o empresário fez um vídeo defendendo o chamado "tratamento preventivo" e refletindo sobre o que mais poderia ter feito por sua mãe. Segundo ele, Regina Hang foi levada ao hospital quando já estava com quase 95% do pulmão comprometido. "Ela estava assintomática e quando nós pegamos foi muito tarde. Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo eu não teria salvado a minha mãe?", questionou.

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Regina foi internada em 31 de dezembro do ano passado já com diagnóstico confirmado para Covid-19. De acordo com o prontuário recebido pela comissão, ela teria feito uso dos medicamentos hidroxicloroquina, azitromicina e colchicina ainda no início dos sintomas, no dia 23 de dezembro, antes da internação em um hospital da Prevent Senior. A mãe de Luciano Hang teria recebido ainda ivermectina durante a internação, segundo informações que chegaram à CPI, além da ozonioterapia retal (aplicação de mistura à base de ozônio).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em novembro do ano passado, uma nota técnica apontando que não há evidências científicas “relacionadas à eficácia desinfetante do ozônio contra o vírus”.

A Prevent Senior informou ao R7 que não pode disponibilizar dados de pacientes nem comentar a respeito do estado de saúde. 

Em vídeos divulgados, Luciano Hang havia informado que sua mãe era cardíaca, tinha sobrepeso, tomava mais de 20 comprimidos por dia e sofria de diabetes e insuficiência renal. "Por isso, baseado nas informações que circulam, a gente pensou: 'não vamos colocar mais remédio nela. Agora, o questionamento que eu faço todos os dias agora. Poxa, e se eu tivesse feito o preventivo? Será que não tinha a salvado?", questionou à época.

O R7 tenta contato com Luciano Hang, mas ainda não teve retorno.


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