Mandetta frisa monitorar uso seguro de cloroquina em hospitalizados
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Mandetta frisa monitorar uso seguro de cloroquina em hospitalizados

Apesar de prescrição médica ser liberada, ministro da Saúde pediu que Conselho de Medicina monitore manifestações

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Correio do Povo

Apesar de prescrição médica ser liberada, ministro da Saúde pediu que Conselho de Medicina monitore manifestações

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou que ainda é cedo para a pasta oficializar a recomendação do uso da cloroquina à pacientes com Covid-19. Em coletiva, nesta terça-feira, o ministro frisou que espera alcançar "maior segurança" no medicamento após o monitoramento de pacientes hospitalizados que fazem o uso do remédio. 

Apesar da prescrição clínica ser liberada por médicos, Mandetta solicitou que o Conselho Federal de Medicina fique atento e recolha todas as manifestações sobre o comportamento do medicamento visto que a cloroquina “não é inócua”.  “Para que possamos assinar que o ministério recomenda o uso, precisamos de mais tempo”, apontou o ministro.

Até o momento, a cloroquina é utilizada em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos casos de pacientes críticos e graves com o coronavírus. A escolha ocorre, segundo o ministro, pois nestes casos é possível observar alterações no comportamento do corpo a partir do uso da cloroquina. “A partir do monitoramento podemos ter a segurança para indicar” aos demais pacientes, apontou Mandetta. Outro fator que preocupa a pasta é a prescrição do medicamento para uso profilático, para pacientes que não apresentam sintomas do vírus.

Atualmente, estão em andamento nove ensaios clínicos brasileiros sobre o uso do medicamento, com previsão de resultados preliminares em 20 de abril. Durante a coletiva, Luiz Henrique Mandetta voltou a recomendar o uso das máscaras de TNT (Tecido Não Tecido) para a população que não integra atividades ligadas à saúde. “Quem tiver máscaras N95, por favor, vá até o hospital e deixe lá. No dia a dia utilize de TNT que funciona muito bem”. Citando a China como exemplo, o governo espera que a população brasileira adote máscaras como uma peça do vestuário pessoal, principalmente para situação de aglomerações, para quando a pandemia acabar.