Metroviários da Trensurb começam a ser vacinados contra a Covid-19

Metroviários da Trensurb começam a ser vacinados contra a Covid-19

Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre disponibilizou 58 doses do imunizante para os agentes da segurança metroviária

Cláudio Isaías

Metroviários iniciaram a vacinação contra Covid-19 nesta terça-feira

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Os servidores da Trensurb que atuam no serviço de segurança da empresa começaram a ser vacinados nesta terça-feira contra a Covid-19. Os agentes foram, imunizados no auditório do Centro de Saúde IAPI, na zona Norte de Porto Alegre. Eles começaram a chegar em grupos por volta das 10h para receber a aplicação da primeira dose da vacina da AstraZeneca/Fiocruz. O retorno dos servidores para a segunda dose do imunizante está prevista para o dia 27 de julho.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) disponibilizou 58 doses de vacina contra a Covid-19 para os agentes da segurança metroviária como parte da vacinação do grupo prioritário de profissionais da segurança pública. Os servidores da Trensurb estavam contentes pelo fato de terem conseguido realizar a vacina.

No saguão do auditório, Edson Corrêa da Conceição, agente de segurança há 31 anos da empresa e que atua na estação Rodoviária, não escondeu a alegria por receber a primeira dose do imunizante. "É super importante a nossa vacinação. Lidamos com milhares de pessoas todos os dias. É um momento de felicidade", ressaltou.

O colega José Francisco Silva Vieira, há 37 anos na Trensurb, afirmou que a vacina significa que os servidores terão mais tranquilidade para trabalhar. Ele lembrou que pelas 22 estações passam cerca de 160 mil pessoas por dia.

Paulo Amorim, agente de segurança há sete anos e que atua na estação Mercado, disse que a imunização dos trabalhadores representa uma segurança para a categoria e seus familiares.  

"A liberação de 58 doses da vacina contra a Covid-19, para os metroviários da segurança da Trensurb é uma vitória da categoria. A paralisação de uma hora no dia 20 de abril, a manifestação de 24 de março e outras pressões pela vacinação da categoria surtiram efeito”, a avaliação é do presidente do Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul, Luís Henrique Chagas.

Segundo ele, apesar de o número representar apenas 10% dos funcionários da linha de frente, é uma conquista a ser comemorada. "Estamos parcialmente felizes. A vacinação tem que ser para todos os metroviários e metroviárias", ressaltou Chagas.

Em fevereiro, o Sindimetrô/RS sugeriu à direção da empresa, que as vacinas fossem fornecidas pelas prefeituras, das seis cidades atendidas pelo trem - Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. No dia 24 de março foi protocolado um pedido nesse sentido na prefeitura de Porto Alegre, segundo o sindicato. Na mesma data houve uma manifestação na estação Mercado, com a liberação das catracas. 

Em 20 de abril a categoria fez uma paralisação de uma hora, das 5h às 6h. O protesto foi pela morte de quatro colegas e pelo elevado índice de contaminação na empresa. Mais de 250 tiveram contato com o vírus e 90 estavam afastados.

"A mobilização da categoria é pela vacinação de todas as pessoas que precisam sair de casa para trabalhar. Mas, pela atitude do governo de Jair Bolsonaro, a vacinação em massa ainda vai demorar muito", acrescentou Chagas.

O diretor de Operações da Trensurb, Luis Eduardo Fidell, afirmou que, desde o início do planejamento da imunização no país, a empresa buscou articular-se pela inclusão dos metroviários nos grupos prioritários de vacinação.

“Além de ser um serviço essencial, os colegas estão na linha de frente e vêm prestando um serviço de excelência para a população desde o início da pandemia", explicou.

Segundo Fidell, os metroviários foram, de fato, incluídos entre os grupos prioritários, porém a fila da priorização é extensa. “Quando fomos informados que os profissionais da segurança pública do Estado teriam a vacinação antecipada, enviamos uma solicitação para que nossos seguranças também fossem enquadrados nessa categoria”, explicou Fidell.

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