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MST conclui desocupação de fazenda em Tapes

Grupo promete que continuará reivindicando terras privadas

Cerca de 1,5 mil integrantes do MST ocuparam local durante as últimas duas semanas
Cerca de 1,5 mil integrantes do MST ocuparam local durante as últimas duas semanas Foto : Paulo Nunes
*Com informações da repórter Bibiana Borba

O grupo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocupou totalmente a área invadida em Tapes, no Centro Sul do Estado. Na manhã desta quinta-feira eles iniciaram marcha pacífica em direção a um assentamento que fica a 15 quilômetros da fazenda. No entanto, a liderança do movimento não informou a localização da área. O local seria regularizado e, de lá, eles pretender continuar reivindicando área da fazenda Guerra invadida desde o último dia 16.

O representante do movimento Cedenir de Oliveira conversou com a imprensa e disse que a reintegração de posse não representa uma derrota do MST. "A mobilização continua e nós seguiremos firmes e de cabeça erguida. Não temos razão para nos esconder. Nós formamos um movimento que tem CPF e RG. Tentamos um acordo para permanecer aqui até a próxima segunda-feira, mas não houve sensibilidade do Judiciário", explicou.

Mais de 450 soldados envolvidos

Ao todo, 460 homens, 60 cavalos e um helicóptero foram utilizados na operação. Além disso, o Conselho Tutelar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foram mobilizados. A Brigada Militar (BM) atuou em apoio ao oficial de justiça, tendo em vista o cumprimento da determinação de reintegração de posse.

Ocupação

Com 7,2 mil hectares, a fazenda Guerra foi ocupada por cerca de 1,5 mil integrantes do MST, que permaneceram no local durante as últimas duas semanas. A coordenação do movimento afirmou que os atuais proprietários da fazenda cometem crime ambiental no local, com a plantação de pinus e eucaliptos nas margens da Lagoa dos Patos. A utilização da área para monocultura é outro fator pelo qual os sem-terra estavam exigindo a desapropriação da fazenda.