Operação dos pedalinhos do Parque da Redenção é retomada em Porto Alegre

Operação dos pedalinhos do Parque da Redenção é retomada em Porto Alegre

Empresa trabalha com 36 pedalinhos de fibra de vidro em passeios de 20 minutos

Cláudio Isaías

Ingresso custa R$ 30,00

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Com a presença do prefeito Sebastião Melo, a operação dos pedalinhos do Parque da Redenção foi retomada neste sábado. Melo aproveitou a solenidade para andar em um dos pedalinhos em forma de cisne. “Os pedalinhos do lago da Redenção voltaram para abrilhantar ainda mais o parque. Novamente, os porto-alegrenses e os turistas poderão aproveitar este belo espaço de convivência”, destacou o prefeito.

Os pedalinhos em formato de cisne que eram uma das atrações do Parque da Redenção deixaram o lago em 2019. Eles estavam em atividade desde 2004. O embarcadouro dos pedalinhos fica no prédio tombado em 1997, onde funcionava um antigo café. Na reforma, a empresa Sólidos Equipamentos Infantis utilizou materiais e técnicas sustentáveis. O deck foi construído com madeira de pinus tratado e tem cerca de 100 metros quadrados, com uma corda de sisal nas laterais. As tintas e materiais de limpeza utilizados são biodegradáveis. A energia para a iluminação do espaço é solar e os postes contam com pequenas placas fotovoltaicas para captarem a energia para uso ao anoitecer. 

A retomada foi possível por meio de um processo licitatório realizado pela prefeitura de Porto Alegre em abril deste ano. A empresa Sólidos Equipamentos Infantis, que também administra o parquinho, assumiu o espaço. O prazo de permissão de uso é de cinco anos, podendo ser prorrogado. Além dos R$ 15,2 mil de outorga, a empresa paga mensalmente R$ 4,8 mil aos cofres públicos.

O edital prevê que esses recursos possam ser transformados em contrapartida para manutenção do próprio parque, trazendo mais benefícios para a Redenção. "No caso do pedalinho, estamos aproveitando a estrutura tombada. Além de garantir a preservação do espaço, essa ação também é importante para trazer mais pessoas e, consequentemente, tornar o local mais seguro”, ressaltou o diretor de áreas verdes da Secretaria do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Alex Souza.

Na área interna, funciona a bilheteria, áreas de espera, armazenagem de coletes salva-vidas e materiais para funcionamento da operação. A empresa trabalha com 36 pedalinhos de fibra de vidro, com capacidade para até duas pessoas, em passeios de 20 minutos. O ingresso custa R$ 30,00.

“A revitalização deste espaço é motivo de muita alegria para adultos e crianças. Com isso, estamos trazendo uma vivacidade importante para o espaço”, destacou a diretora da Sólidos, Isabel Cristina Ferraz Sokolnik. A retomada do trenzinho da redenção, também sob responsabilidade da Empresa Sólidos, deve acontecer em dezembro. Em breve, começarão as obras de um complexo gastronômico no espaço do antigo orquidário, entre o espelho d'água e o laguinho do parque. Na estrutura, também serão utilizados materiais sustentáveis, que se integram à natureza. O espaço deverá oferecer uma variedade de alimentos e bebidas para os frequentadores dos parques.

Com relação ao trem, ele será composto por uma locomotiva e vagão com capacidade para 20 passageiros. O equipamento deverá ser dimensionado para circular em um percurso de aproximadamente 2.500 metros, com saída no postinho, em direção à área do cachorródromo. O embarque e desembarque serão realizados no postinho, pequena edificação localizada junto ao estacionamento e à rótula das avenidas Paulo Gama e Setembrina, com a rua Luiz Englert. A viagem terá duração média de 30 minutos.

Já o espaço gastronômico, localizado entre o espelho d´água e o laguinho do parque, terá quatro módulos de contêineres de 29,30 metros quadrados, destinados à gastronomia, e um módulo de contêiner de 14,65 metros quadrados, destinado a sanitário. A estrutura também prevê um pergolado de 6x2,50 metros e um pátio de serviço de 128 metros quadrados, ocupando área externa total de 750 metros quadrados para atendimento ao ar livre com mesas, cadeiras e guarda-sóis. 
 


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