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Pacientes protestam pela fosfoetanolamina sintética em Porto Alegre

Pílula do câncer tem sido fonte de polêmica

Protesto ocorreu na Praça da Matriz, defronte à Assembleia Legislativa
Protesto ocorreu na Praça da Matriz, defronte à Assembleia Legislativa Foto : Mauro Schaefer
Pacientes de câncer e familiares de portadores da doença reuniram-se neste domingo na Praça da Matriz, defronte à Assembleia Legislativa, para cobrar mais agilidade fabricação e distribuição do medicamento fosfoetanolamina sintética, conhecida como a pílula do câncer, mas ainda com comercialização proibida pela Anvisa. O remédio tem sido fonte de polêmica entre médicos e pacientes.

João Soares, organizador do protesto, tenta, através de liminar, obter a pílula para uso de sua esposa, de 47 anos, que está no último grau do câncer de mama. Ele afirma que não tem falsas esperanças de que a fosfoetanolamina possa curar a companheira, mas espera que dê a ela melhor qualidade de vida.

“A Anvisa permite a venda de cigarros em qualquer padaria. Expõe nas embalagens que o produto causa câncer. No entanto, não permite que um doente em estado terminal tenha acesso a um produto que melhora seu estado clínico geral. Se a pessoa vai morrer deveria ter o direito de testar o que quiser, ou para se curar ou o para ter pelo menos dias mais dignos dentro da enfermidade”, desabafou.