Papai Noel animal surpreende crianças internadas no Hospital de Clínicas
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Papai Noel animal surpreende crianças internadas no Hospital de Clínicas

Os cães Buzz e Billy atuam na pet terapia e participaram da festa de Natal da Unidade Oncopediátrica

Por
Gabriel Guedes

A pequena Alice, de 3 anos, aproveitou para matar a saudade dos animais de casa fazendo carinho no cachorro Buzz

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No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), em Porto Alegre, a tarde desta quarta-feira, dedicada a uma festa natalina para as crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer na instituição, recebeu a visita do Papai Noel e seu ajudante, um duende. Até aí, nada demais, a não ser pelo fato de que o bom velhinho, chamado Buzz, e o seu assistente, Billy, são cachorros e atuam na terapia assistida por animais, popularmente conhecida como pet terapia, do hospital. Eles foram recebidos pelas crianças na Sala de Recreação do Serviço de Oncologia Pediátrica do HCPA. Os pequenos ficaram surpreendidos com a visita da dupla.

Cerca de uma dezena de pacientes acompanharam a chegada de Buzz e Billy. Uma delas era a Alice, de 3 anos, de Alvorada, que se trata de um sarcoma embrionário. Mas mostrando muita disposição, ela dava gargalhadas e chegou a dar petiscos para o Buzz. "Ela adora cachorro e gato e até gosta de sempre estar aqui por causa disso", comenta a mãe, Angélica Severo Lara, 31.

Segundo o adestrador Jone Batista Cardoso, 51 anos, que atua voluntariamente com a dupla de cães, eles adoram muito o trabalho com as crianças. "O Buzz já é 'contratado' e o Billy é o estagiário. Eles já têm até crachá do hospital", conta Cardoso. O primeiro, que não tem raça definida, já atua na Pet Terapia há 4 anos e o segundo, um terrier brasileiro, está há dois anos. "Eles seguem um protocolo rígido em saúde. A cada seis meses ele têm um laudo veterinário e tomam banho no dia da visita ao hospital", detalha o adestrador, que já atua há 30 anos na área. "As crianças estão em tratamento, mas há um intervalo, em que não precisam necessariamente precisam ficar no leito recebendo a medicação e conseguem vir até a sala de recreação e então ter este contato, que dá um pouco de alegria", explica o chefe da Unidade de Oncopediatria do HCPA, médico Lauro Gregianin.